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Dicas para escolher os melhores espumantes do mercado

Três taças de espumantes cheias.

As deliciosas borbulhas do mundo do vinho vão muito além do Champagne francês. Veja dicas certeiras para escolher os melhores espumantes do mercado!

Todo Champagne é um espumante, mas nem todo espumante é um Champagne. Isso não significa necessariamente uma coisa ruim. A maioria dos vinhos espumantes produzidos no mundo não são Champagne.

Existem muitos outros vinhos espumantes de altíssima qualidade sendo produzidos fora da pequena região de Champagne. Só na França, outras 23 regiões produzem espumantes fantásticos.

Na Espanha são os chamados Cava; na Alemanha e Áustria são os Sekt; temos o Cap Classique na África do Sul; a Itália nos presenteia com o Prosecco; já em Portugal, na Argentina e aqui no Brasil são os espumantes.

A maioria desses diferentes estilos são produzidos com o mesmo método e utilizam as mesmas castas. O que muda de verdade, na maioria deles, é a nomenclatura.

A uva importa

Como em todos os outros estilos de vinho, as uvas representam um papel primordial na hora de definir os sabores, aromas e características dos espumantes E são um fator que podem mudar a sua escolha.

– Glera: presente em 85% da composição de um Prosecco, é uma uva ácida e que entrega um sabor neutro.

Moscato: uma variedade de sabor mais doce que é utilizada na elaboração do Moscatel.

– Riesling: nos espumantes, oferece sabor intenso e muito marcante.

– Macabeo, Parellada e Xarel-lo: mais utilizadas na produção do Cava espanhol, proporcionam ao espumante a acidez ideal.

– Pinot Noir, Meunier e Chardonnay: um blend rico em aroma e sabor, são as castas obrigatórias para a fabricação do Champagne.

Escolhendo pelo método de produção

A maioria dos espumantes são feitos através do método tradicional (champenoise) ou pelo método Charmat. E, é claro, que cada um confere características muito diferentes aos vinhos.

Método Charmat: com a segunda fermentação feita em tanque de inox, seus espumantes são mais leves e frescos. Costuma originar espumantes mais “explosivos”, pelo perlage intenso. 

Método tradicional ou champenoise: a segunda fermentação acontece em garrafa, criando vinhos mais untuosos, crocantes e com borbulhas duradouras.

Entenda a tiragem 

A tiragem é um processo da produção de espumantes que acontece após a segunda fermentação e é quando os vinhos começam a adquirir suas borbulhas.

Nessa etapa, o licor de tiragem, que é uma solução com partículas de levedura morta, é adicionado ao vinho base

Essas leveduras dão aos vinhos mais corpo, uma textura mais cremosa e sabores de nozes. Além de iniciarem a libertação do gás carbónico, ou seja, a perlage.

O tempo de tiragem também é um fator que influencia no sabor final do espumante. Os espumantes mais jovens, de menor tempo de tiragem, são mais delicados e frescos. Além de apresentarem borbulhas mais abundantes que não se dissipam.

Já os espumantes safrados ou de têm longo período de tiragem são mais envelhecidos, complexos e com sabor intenso. Sendo considerados os de melhor qualidade.

Tiragem de 9 meses: é o tempo mínimo e não adiciona muitas características ao vinho.

Tiragem de 15 meses a 2 anos: nesse período, os espumantes começam a desenvolver sabores mais ricos.

Tiragem de 3 a 8 anos: quanto maior o tempo de tiragem, mais complexos serão os aromas e sabores.

Normalmente, essa informação está clara no contra-rótulo. Se tiver dificuldade de encontrar, é só checar o número de lote.

Frisante não é espumante

Existem muitos tipos de espumantes pelo mundo, mas o frisante não é um deles!

Apesar de possuir uma pequena quantidade de borbulhas, o vinho frisante tem um processo de fermentação e produção diferente. Por isso, não pode ser classificado como um espumante.

Quando for escolher um espumante, mantenha essa dica em mente para não se decepcionar.

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