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Mavrodaphne, o vinho doce mais famoso da Grécia

Garrafa do vinho Mavrodaphne.

A Mavrodaphne, que é uma uva tinta nativa da região da Acaia, no norte do Peloponeso, é a dona do vinho doce mais famoso da Grécia.

O vinho fortificado foi produzido pela primeira vez por volta de 1870, e até hoje marca a história vitivinícola da Grécia.

Quem batizou a variedade foi Gustav Clauss, o fundador da vinícola Achaia Clauss e o criador do famoso vinho doce. O nome da uva, Mavrodaphne, em tradução do grego, significa literalmente “louro negro”. Isso porque Gustav achava os cachos tintos escuros da uva parecidos com uma coroa de louros.

O vinho Mavrodaphne

O primeiro Mavrodaphne foi feito em 1873 e mudou a história do vinho na Grécia, com sua própria denominação de origem.

A denominação de origem protegida, Mavrodaphne de Patras, está no centro da província de Patras, em Acaia, e engloba mais cinco áreas da região.

Para ser considerado um Mavrodaphne de Patras, o vinho deve ser obrigatoriamente um tinto doce elaborado com a uva Mavrodaphne. Mas ele também pode ter uma versão assemblage, podendo levar apenas a casta grega Korinthiaki.

Esse vinho doce e fortificado recebe aguardente vínica para interromper sua fermentação. O envelhecimento é feito em antigos barris de carvalho que não são totalmente preenchidos, para que a bebida fique mais exposta ao oxigênio e ganhe os seus aromas complexos.

A safra de 1882 é considerada a mais primorosa já produzida, um vinho que atingiu um equilíbrio de excelência.

Gustav Clauss

Gustav Clauss era um bávaro comerciante de frutas que ao chegar em terras gregas, em 1854, encontrou um paraíso com vinhedos que cobriam as colinas do horizonte.

Em Patras, na região de Acaia, Gustav decidiu construir um castelo e dentro das suas muralhas começar a fabricar seus próprios vinhos. O plano deu certo, desde as primeiras safras da década de 1870, seus vinhos tiveram uma excelente recepção na Europa.

A história ainda diz que Gustav é o responsável pela criação do Demestica, o primeiro vinho branco seco da Grécia. Além de ser considerado o pioneiro do enoturismo no país, pelos viajantes que iam do mundo todo conhecer as caves de sua vinícola.

A vinícola Achaia Clauss

Fundada em 1861, por Gustav Clauss, a Achaia Clauss tem 11 hectares de vinhedos que cercam o castelo em estilo medieval que está preservado até hoje.

A vinícola tem uma enorme adega subterrânea que contém os barris de todas as safras do Mavrodaphne. A primeira safra do Mavrodaphne, o vinho doce da Grécia, está nomeada com o número 601, uma referência à página do caderno em que a receita original de Mavrodaphne foi escrita. 

Hoje, a Achaia Clauss apresenta um portfólio com 70 rótulos impressionantes. Entre os exemplares estão produtos de qualidade a granel, vinhos com estilos de boutique e, é claro, o Mavrodaphne, que é lançado na “Adega Imperial” da vinícola.

Após a Primeira Guerra Mundial, o governo grego o confiscou e leiloou a propriedade para reparações de guerra. O atual proprietário é o grego Nikos Karapanos, que agora elabora os vinhos em modernas instalações, a poucos quilômetros das primeiras caves da histórica Achaia Clauss.

Visitantes célebres

A vinícola também ficou famosa por seus visitantes. Tudo começou com a visita da imperatriz Elizabeth da Áustria, em 1885. Desde então, o fluxo de visitas de magnatas, políticos e membros da realeza era constante.

Além da imperatriz austríaca, a Achaia Clauss recebeu o astronauta Neil Armstrong, reis e rainhas da Grécia, Suíça e Dinamarca, e a primeira ministra britânica Margaret Thatcher

A vinícola ainda é um destino popular do enoturismo.

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