A sub-região de Côte d’Or é a mais nova denominação geográfica dentro da denominação regional da Borgonha, na França.
Após a denominação ser oficializada em 2017, os produtores de Côte d’Or receberam o nome geográfico adicional “Bourgogne Côte d’Or” para os rótulos de seus vinhos. Porém, como em toda DO, o nome é exclusivo para vinhos que seguem certas regras.
O objetivo da Denominação Geográfica adicional é destacar o potencial da viticultura de Côte d’Or. Já que a AOC (Appellation d’Origine Contrôlée) é considerada a produtora dos melhores vinhos de toda a Borgonha.
A sub-região se estende por 40 aldeias ao longo de um trecho de 65 km de Dijon a Maranges, abrangendo Côte de Beaune no sul e Côte de Nuits no norte. Côte d’Or significa encosta dourada e tem esse nome por causa da coloração marrom-dourada que as folhas das suas videiras ganham no outono.
Os vinhos
Os vinhos rotulados como “Bourgogne Côte d’Or” devem seguir normas específicas e, no caso dessa Denominação de Origem, só podem ser feitos exclusivamente com as uvas Chardonnay e Pinot Noir cultivadas dentro da sub-região de Côte d’Or.
Esses vinhos, em relação à qualidade, estão acima dos vinhos da Denominação Regional da Borgonha e daqueles rotulados simplesmente como Bourgogne. Por isso, os rendimentos das vinhas devem ser menores.
Os “Bourgogne Côte d’Or” tintos, normalmente, apresentam coloração vermelho cereja com reflexos de rubi escuro. No nariz, oferece aromas de cereja, groselha e amora, com notas de grenadine e peônia. Em boca, são redondos e delicados, com taninos finos e boa fruta, conduzindo a um final fresco e leve.
Já os brancos, costumam apresentar cor amarelo ouro pálido com tons de amarelo esverdeado prateado. Os aromas têm notas de limão, pêra e amêndoa, juntamente com anis, pêssego, hortelã e abacaxi. O final salino e cítrico revela toques aromáticos de alcaçuz e brioche.
É notável a evolução da viticultura local após a nova denominação ser oficializada. Em 2017, havia aproximadamente 200 hectares de Pinot Noir e cerca de 90 hectares de Chardonnay dentro da denominação. Hoje, estima-se que o total possa subir para mil hectares de plantação de cada casta.
De acordo com o The Bourgogne Wine Board (BIVB), a safra de vinhos tintos de 2018 foi 20% maior em relação à safra de 2017, com cerca de 1,6 milhão de garrafas. Sendo que a produção de vinho branco teve um aumento de 55%, no mesmo período, com 920 mil garrafas.
Côte de Nuits e Côte de Beaune
A sub-região de Côte d’Or abrange duas microrregiões, Côte de Nuits e Côte de Beaune. As duas zonas produtoras são historicamente consideradas as mais importantes da Borgonha.
A maior diferença entre as microrregiões é o estilo dos vinhos produzidos, já que cada uma está localizada em áreas com microclimas totalmente distintos.
Côte de Nuits
Situada ao norte de Côte d’Or, Côte de Nuits produz vinhos mais estruturados e de maior intensidade.
A microrregião de Côte de Nuits tem condições excepcionais de terroir, raras de encontrar em outros locais e com uma variedade de solos de alta qualidade.
Os tintos produzidos na região expressam particular elegância. E apenas cerca de 20% da produção é de vinhos brancos, sendo que a maioria dos Grand Crus brancos estão na região.
Côte de Beaune
Côte de Beaune está ao sul de Côte d’Or e seus vinhos entregam mais elegância e frescor.
Essa microrregião é especialmente conhecida pelos seus vinhos brancos, com vinhas ocupam 3000 hectares de área. Sendo que apenas 98 hectares correspondem a videiras de Pinot Noir.
É de Côte de Beaune que vem os mundialmente apreciados tintos Corton.
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