Vamos para mais uma parada do meu hunting pelas vinícolas do Chile. Próxima parada: Viña Almaviva!
Saímos de uma vista no Aconcágua – logo posto essa história – e fomos direto para um encontro na Viña Almaviva. Uma dica: coma antes em Santiago, pois onde a vinícola está localizada não há nada por perto, os postos de gasolina não possuem lojas e chegar para degustar de estômago vazio não é bacana.
Tivemos o privilégio de provar a safra 2020 comemorativa aos 25 anos da vinícola. A partir dessa safra, a garrafa vem com o nome Almaviva em relevo e no punch, que é a concavidade no fundo da garrafa, está gravado o “Kultrun”, o tambor que representa a vinícola.

Também conhecemos o novo espaço, ainda meio secreto, no subterrâneo da vinícola, com adegas de todas as safras com suas histórias. Simplesmente bárbaro, é realmente surpreendente e especial. Vale conhecer pessoalmente, não quero dar spoiler.

A primeira vez que fui à Almaviva foi para uma reunião de negócios, mas confesso que visitar para degustar é bem mais legal. Me disseram durante a visita que o Epu não era divulgado como segundo vinho da vinícola, era uma estratégia de marketing. A ideia era que o Almaviva fosse único e nada poderia tirar a atenção desse ícone.
Hoje, a proposta é outra. O Epu mudou de rótulo, tem mais a identidade da vinícola e do Almaviva. Ele é sim reconhecido como o segundo vinho, com toda honra e responsabilidade de um incrível segundo vinho.

Curiosidades do rótulo:
O nome Almaviva, apesar de parecer espanhol, vem da literatura clássica francesa: O Conde de Almaviva, uma famosa comédia de Beaumarchais que mais tarde seria transformada em uma ópera pelo gênio Mozart. Sendo que a etiqueta exibe o nome com o manuscrito original de Beaumarchais.
O logotipo também chama bastante a atenção e presta uma homenagem à história dos ancestrais chilenos, com três reproduções de um design estilizado, que simboliza a visão de uma terra e o cosmos.
Um château francês no Chile:
O conceito de château foi introduzido no século XIX, na França, e era uma forma de honrar a maestria criativa dos viticultores de Bordeaux.
O Almaviva foi o primeiro vinho no Chile criado sob esse conceito, que considera uma terra de exceção, uma adega central única, uma equipe técnica, as três dedicadas exclusivamente à promoção de um vinho, que é o resultado de uma busca incessante pela excelência.

Finalizamos nossa visita com a já tradicional foto do wine hunter relax na entrada da vinícola. Voltamos no final da tarde para Santiago com os olhos brilhando e a alma cheia. E como sempre, direto para um restaurante.

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