Florença é um verdadeiro museu a céu aberto em que os vinhos fazem parte das obras de arte!
A capital e maior cidade da Toscana, Florença reúne aproximadamente 40% do acervo artístico italiano, com muitos museus, palácios, galerias de arte, casarões e catedrais.
A cidade é referência do despertar cultural dos séculos 15 e 16, sendo considerada o berço do Renascimento. Esse desenvolvimento artístico foi um dos principais responsáveis pelo pioneirismo e progresso de Florença.
Mas não é só a arte que se destaca em Florença, os vinhos florentinos são populares em todo o mundo. A região também concentra áreas produtoras de vinho que cercam a cidade de maravilhosas vinícolas e histórias sobre vinhos.
Bucchete del vino
Quem já teve a oportunidade de passear pelas ruas de Florença, já deve ter se deparado com pequenas portinhas em paredes dos pisos térreo dos edifícios de construções antigas. São os “buchettes del vino”.
Os “buchettes del vino” – buraquinhos do vinho em tradução literal – existem desde o século 16. Essas pequenas aberturas do tamanho de uma garrafa de vinho eram usadas pelas famílias nobres produtoras de vinhos para fazer uma venda direta ao público de suas garrafas, ou até mesmo um copo de vinho.
Como o preço do vinho era ligeiramente inferior ao das tabernas, os “buchettes del vino” foram muito populares até o começo do século 20.
Com a modernização do mercado vinicultor e da arquitetura, os “buchettes” caíram no esquecimento. Muitas das pequenas janelas perderam suas portinhas originais de madeira e foram muradas.
Porém, com a pandemia de COVID-19, os “buchettes del vino” voltaram a ser usados. Alguns proprietários de edifícios que ainda tinham as “vitrines florentinas” em bom funcionamento, passaram a servir taças de vinho, xícaras de café, bebidas, sanduíches e sorvete. Claro que sem contato!
Essas “janelinhas de vinho” podem ser encontradas em outras cidades italianas, mas a maior concentração está na Toscana. Apenas em Florença existem mais de 180 desses “bucchetes del vino” catalogados pela Associação Cultural Buchette del Vino.
Chianti, o rei de Florença
O Chianti é uma das regiões mais famosas da Itália. Sua demarcação aconteceu em 1203, quando um tratado declarou que a área de Chianti era pertencente apenas à Florença.
Já os vinhos, igualmente famosos, tiveram o seu primeiro registro em documentos em 1398. Porém, levaram séculos para que o Chianti fosse de fato reconhecido como um grande vinho.
Em 1872, o barão Bettino Ricasoli definiu a fórmula do verdadeiro Chianti. O barão defendia que a bebida deveria ter cerca de 70% de Sangiovese, 15% de Canaiolo, 10% de Malvasia e 5% de outras variedades regionais.
De acordo com o barão Bettino Ricasoli, “Os resultados obtidos já nas primeiras experiências confirmam que o vinho recebe da Sangiovese a principal dose de seu perfume e um certo vigor de sensação; da Canaiolo, a amabilidade que tempera a dureza do primeiro, sem tolher em nada seu perfume; a Malvasia, a qual se pode colocar menos nos vinhos destinados a envelhecer, tende a diluir o produto das duas primeiras uvas, não acrescenta sabor, e o torna mais leve e mais prontamente usável na mesa cotidiana”.
Quase um século depois, em 1967, a fórmula foi alterada pela regulamentação da DOC que acrescentou a uva Trebbiano.
O Chianti, assim como Florença, alcançou a glória durante o Renascimento, quando Florença se tornou capital da Itália.
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