Arquivo de Terroirs - Blog Enclos https://blog.enclosvinhos.com.br/category/terroirs/ Meu site Fri, 22 May 2026 15:09:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://blog.enclosvinhos.com.br/wp-content/uploads/2025/03/cropped-enclos_favicon2-32x32.png Arquivo de Terroirs - Blog Enclos https://blog.enclosvinhos.com.br/category/terroirs/ 32 32 Vale de Casablanca e os vinhos de clima frio no Chile https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/05/18/vale-de-casablanca-e-os-vinhos-de-clima-frio-no-chile/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/05/18/vale-de-casablanca-e-os-vinhos-de-clima-frio-no-chile/#respond Mon, 18 May 2026 17:34:43 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=640 Há cerca de 80 quilômetros da capital Santiago, em uma paisagem ondulada coberta de vinhedos, está … Vale de Casablanca e os vinhos de clima frio no ChileVer mais

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Há cerca de 80 quilômetros da capital Santiago, em uma paisagem ondulada coberta de vinhedos, está o Vale de Casablanca, um destino imperdível para os amantes de bons vinhos.

O Vale de Casablanca é o berço pioneiro dos vinhos de clima frio no Chile, e ficou mundialmente famoso por seus brancos vibrantes de alta acidez e qualidade, além de tintos leves e frescos. 

E o que dá aos seus vinhos características tão apreciadas é o seu terroir fortemente moldado por fatores geográficos e climáticos únicos.

O terroir

O vale abre-se diretamente em direção ao Oceano Pacífico, a uma distância de mais ou menos 20 quilômetros do mar. Essa posição geográfica estratégica diferencia a região das áreas vitivinícolas mais quentes do interior chileno.

O clima da região é moderadamente fresco e amplamente dominado pela Corrente de Humboldt. Esse fenômeno cria densas neblinas que protegem os vinhedos do sol forte do início do dia. Quando a névoa se dissipa, perto do meio-dia, as uvas recebem luz solar intensa.

À noite, as temperaturas despencam novamente. Essa amplitude térmica, que frequentemente chega aos 20°C de diferença entre o dia e a noite, permite que os frutos amadureçam de forma muito lenta, preservando a acidez natural e desenvolvendo aromas profundos.

O solo do Vale de Casablanca apresenta uma composição antiga e diversa, formada principalmente por granito decomposto vindo da erosão da Cordilheira da Costa. Nas áreas mais baixas, o terreno mescla argila, que ajuda a reter a umidade necessária durante os meses secos, e faixas arenosas de excelente drenagem.

As uvas emblemáticas do vale

O perfil desse terroir cria as condições ideais para a produção de uvas de alta qualidade e que se destacam no terroir.

Sauvignon Blanc: O grande destaque da região. Seus vinhos são extremamente frescos, cítricos, com notas de aspargos, ervas e um marcante toque mineral.

Chardonnay: Vinhos estruturados, com notas de maçã verde e pera, apresentando uma acidez intensa e vibrante – tanto nas versões que passam por inox quanto nas amadurecidas em carvalho ou ovos de concreto.

Pinot Noir: Entre as uvas tintas, é a que melhor se adapta à região. Resulta em vinhos de corpo leve a médio, com taninos sedosos e aromas ricos de frutas vermelhas frescas combinados com notas terrosas.

Syrah: Produz uma versão radicalmente diferente do Vale Central, com perfil mais focado em especiarias, pimenta-preta, frescor e grande elegância.

Onde brilha a Cruz Andina

Lá no alto dos Andes, nas terras mais austrais do mundo, as estrelas que formam o Cruzeiro do Sul guiaram os primeiros habitantes dos vales vitivinícolas a começarem a cultivar vinhas.

É sob essas mesmas estrelas que os vinhedos da Cruz Andina cultivam variedades do Velho Mundo, fiéis ao seu caráter, com a marca dos solos do Novo Mundo onde nascem.

A Cruz Andina apresenta vinhos autênticos e elegantes que expressam fielmente a tipicidade e o terroir das terras remotas do Chile.

Essa é uma marca da Alto de Casablanca propriedade da Veramonte , a primeira vinícola a cultivar vinhas no Vale de Casablanca, e faz parte do renomado grupo Gonzalez Byass.

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Pirque, a força dos grandes terroirs https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/07/30/pirque-a-forca-dos-grandes-terroirs/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/07/30/pirque-a-forca-dos-grandes-terroirs/#respond Wed, 30 Jul 2025 16:39:49 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=540 A pacata comuna de Pirque está localizada nos arredores de Santiago, em pleno Vale do Maipo. … Pirque, a força dos grandes terroirsVer mais

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A pacata comuna de Pirque está localizada nos arredores de Santiago, em pleno Vale do Maipo.

Fundada oficialmente em 1925, mas com muitos séculos de história, Pirque é um refúgio de cultura e tradição. É a terra do guitarrón chileno, poetas, grandes artistas e uma capital do vinho, com identidade e comunidade.

Cercada por quilômetros de paisagens encantadoras, a comuna tem o selo Patrimônio Mineral Vivo – Sabor da Terra. Um lugar realmente magnífico.

Mas além das paisagens, Pirque tem uma terra prodigiosa, reconhecida mundialmente por seu terroir único que foi classificado, pelo Palmarès Verdier 2025, entre os melhores terroirs do mundo para o cultivo da Cabernet Sauvignon, a variedade mais cultivada na região vitivinícola.

O terroir único

Os vinhedos de Pirque recebem influência direta da Cordilheira dos Andes.

Durante todo o ano, a radiação solar é intensa durante todo o dia, com uma grande amplitude térmica entre o dia e a noite. Os verões são quentes e secos, já os invernos frios e chuvosos.

Essa combinação climática, aliada com a influência da altitude e a proximidade do Oceano Pacífico, favorece o desenvolvimento lento e uniforme das uvas.

O solo da região é rico, formado durante as quatro eras glaciais, quando violentos deslizamentos de terra criaram um leque aluvial formado por quatro terraços.

Pouco abaixo da superfície, já começam a aparecer pedras arredondadas depositadas por antigas geleiras, juntamente com quantidades consideráveis de argila. A drenagem e a porosidade são excelentes, pois o alto teor de oxigênio permite excelente infiltração de água e estimula o desenvolvimento de raízes profundas.

O vinhedo Arturo Pérez Rojas

Um dos maiores destaques da região é o vinhedo Arturo Pérez Rojas, onde são produzidos os vinhos Piedra Sagrada.

O vinhedo de 3,8 hectares, foi plantado entre 2002 e 2005, a uma altitude de 650 metros acima do nível do mar. Hoje, conta com uma densidade de 6000 vinhas por hectare, todas elas da Cabernet Sauvignon.

Nesse terroir excepcional, o vinhedo está dividido em sete micro parcelas que oferecem variações absolutamente incríveis às uvas.

O que permite que a vinícola elabore vinhos completamente diferentes a partir de cada parcela. Algumas nos fornecem taninos poderosos e persistentes, outras, uma delicadeza incomparável.

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No mapa da viticultura: os vinhos da Romênia https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/07/14/no-mapa-da-viticultura-os-vinhos-da-romenia/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/07/14/no-mapa-da-viticultura-os-vinhos-da-romenia/#comments Mon, 14 Jul 2025 19:15:52 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=372 Muito além da Transilvânia e do Conde Drácula. Conheça os vinhos da Romênia e a rica … No mapa da viticultura: os vinhos da RomêniaVer mais

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Muito além da Transilvânia e do Conde Drácula. Conheça os vinhos da Romênia e a rica viticultura do país europeu.

Poucos sabem, e muito menos acreditam, mas a Romênia é um grande produtor de vinhos, o sexto maior produtor da bebida na União Europeia.

Apesar da falta de reconhecimento, o vinho está enraizado na cultura romena, como em quase todos os países da Península Balcânica. As primeiras vinhas foram plantadas nas margens do Mar Negro há cerca de três mil anos, se espalhando e prosperando na Transilvânia durante a Idade Média, com a chegada dos produtores saxões.

O consumo de vinho faz parte do dia a dia da população romena, sendo apenas 3% da produção nacional é exportada. Isso se deve a uma questão política, já que o país viveu um regime comunista até 1989, o que deu à Romênia uma reputação ruim no exterior. Com a queda do regime comunista e a entrada na União Europeia, em 2007, a viticultura passou a receber atenção e investimentos internacionais. 

Atualmente, de acordo com a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), a Romênia produz cerca de 12 milhões de hectolitros anualmente. Mesmo com a alta produção, a área de cultivo de vinhos parece estar diminuindo. Em 2000, as videiras ocupavam cerca de 248 mil hectares no país. E hoje são apenas 182 mil hectares.

Os vinhos brancos sempre lideraram a produção romena e, aproximadamente, 65% do consumo interno é de vinhos brancos. Porém, essa liderança está em queda. Atualmente, os vinhos brancos representam 51% da produção nacional. Sendo que, em 2000, representava 63%. Esse é um reflexo da influência do mercado externo, que tem maior demanda para vinhos tintos.

Quanto às uvas mais cultivadas, o governo do país tem incentivado o resgate das variedades autóctones. Os clássicos vinhos da Romênia vêm das uvas Fetească Neagră, Fetească Albă, Fetească Regală e Tămâioasă Românească.

Mas as vinícolas do país também investem em castas internacionais. Entre as variedades preferidas dos produtores romenos estão a Merlot, Aligoté, Riesling, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Sauvignon Blanc e Chardonnay

Regiões e classificações

As regiões produtoras da Romênia se dividem em sete grandes zonas: Moldávia, Transilvânia, Dobruja, Valáquia, Banat, Crișana e Marmácia. Com cerca de 50 apelações diferentes.

As classificações dos vinhos da Romênia seguem a legislação da União Europeia, que classifica os vinhos em três níveis: vinho de mesa, Indicação Geográfica (IG) e Denominação de Origem Controlada (DOC). 

Vinhos de mesa 

Acredita-se que, atualmente, os vinhos de mesa representam 75% da produção, que atende o mercado nacional. Mas os recentes investimentos externos têm elevado a qualidade da bebida. O que, consequentemente, levará a um crescimento dos vinhos de classificação IG e DOC.

Indicação Geográfica 

Existem cinco principais indicações geográficas: Colinas da Dobruja, Montes da Muntênia, Montes da Oltênia, Terraços do Danúbio e Planalto da Transilvânia.

Denominação de Origem Controlada

Atualmente, há cerca de 32 Denominações de Origem Controlada no país. Mas uma pouca parcela é realmente expressiva. As mais importantes são: Dealu Mare, na Muntênia; Murfatlar, em Dobruja; Cotnari, na Moldávia; e Alba e Sebeş-Apold, na Transilvânia.

Os vinhos DOC romenos também são classificados de acordo com o nível de maturação das uvas e pela quantidade de açúcar na uva no momento da colheita. São três divisões: DOC-CMD, DOC-CT e DOC-CIB.

CMD (Culesi la Maturitate Deplină – Coletados na Maturidade Total): uvas colhidas na maturidade adequada, entre 187g/L e 220g/L de açúcar.

CT (Culesul Tarziu – Colheita Tardia): colheita tardia, com mínimo de 220 g/L de açúcar.

CIB (Culesi la Innobilarea Boabelor – Colhido Enobrecendo os Grãos): colheita tardia com botrytis.

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Em Florença, os vinhos fazem parte das obras de arte https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/07/04/em-florenca-os-vinhos-fazem-parte-das-obras-de-arte/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/07/04/em-florenca-os-vinhos-fazem-parte-das-obras-de-arte/#respond Fri, 04 Jul 2025 18:13:35 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=323 Florença é um verdadeiro museu a céu aberto em que os vinhos fazem parte das obras … Em Florença, os vinhos fazem parte das obras de arteVer mais

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Florença é um verdadeiro museu a céu aberto em que os vinhos fazem parte das obras de arte!

A capital e maior cidade da Toscana, Florença reúne aproximadamente 40% do acervo artístico italiano, com muitos museus, palácios, galerias de arte, casarões e catedrais.

A cidade é referência do despertar cultural dos séculos 15 e 16, sendo considerada o berço do Renascimento. Esse desenvolvimento artístico foi um dos principais responsáveis pelo pioneirismo e progresso de Florença.

Mas não é só a arte que se destaca em Florença, os vinhos florentinos são populares em todo o mundo. A região também concentra áreas produtoras de vinho que cercam a cidade de maravilhosas vinícolas e histórias sobre vinhos.

Bucchete del vino

Quem já teve a oportunidade de passear pelas ruas de Florença, já deve ter se deparado com pequenas portinhas em paredes dos pisos térreo dos edifícios de construções antigas. São os “buchettes del vino”.

Os “buchettes del vino” – buraquinhos do vinho em tradução literal – existem desde o século 16. Essas pequenas aberturas do tamanho de uma garrafa de vinho eram usadas pelas famílias nobres produtoras de vinhos para fazer uma venda direta ao público de suas garrafas, ou até mesmo um copo de vinho.

Como o preço do vinho era ligeiramente inferior ao das tabernas, os “buchettes del vino” foram muito populares até o começo do século 20.

Com a modernização do mercado vinicultor e da arquitetura, os “buchettes” caíram no esquecimento. Muitas das pequenas janelas perderam suas portinhas originais de madeira e foram muradas.

Porém, com a pandemia de COVID-19, os “buchettes del vino” voltaram a ser usados. Alguns proprietários de edifícios que ainda tinham as “vitrines florentinas” em bom funcionamento, passaram a servir taças de vinho, xícaras de café, bebidas, sanduíches e sorvete. Claro que sem contato!

Essas “janelinhas de vinho” podem ser encontradas em outras cidades italianas, mas a maior concentração está na Toscana. Apenas em Florença existem mais de 180 desses “bucchetes del vino” catalogados pela Associação Cultural Buchette del Vino.

Chianti, o rei de Florença

O Chianti é uma das regiões mais famosas da Itália. Sua demarcação aconteceu em 1203, quando um tratado declarou que a área de Chianti era pertencente apenas à Florença.

Já os vinhos, igualmente famosos, tiveram o seu primeiro registro em documentos em 1398. Porém, levaram séculos para que o Chianti fosse de fato reconhecido como um grande vinho.

Em 1872, o barão Bettino Ricasoli definiu a fórmula do verdadeiro Chianti. O barão defendia que a bebida deveria ter cerca de 70% de Sangiovese, 15% de Canaiolo, 10% de Malvasia e 5% de outras variedades regionais.

De acordo com o barão Bettino Ricasoli, “Os resultados obtidos já nas primeiras experiências confirmam que o vinho recebe da Sangiovese a principal dose de seu perfume e um certo vigor de sensação; da Canaiolo, a amabilidade que tempera a dureza do primeiro, sem tolher em nada seu perfume; a Malvasia, a qual se pode colocar menos nos vinhos destinados a envelhecer, tende a diluir o produto das duas primeiras uvas, não acrescenta sabor, e o torna mais leve e mais prontamente usável na mesa cotidiana”.

Quase um século depois, em 1967, a fórmula foi alterada pela regulamentação da DOC que acrescentou a uva Trebbiano.

O Chianti, assim como Florença, alcançou a glória durante o Renascimento, quando Florença se tornou capital da Itália.

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Cidade do Porto, a capital do vinho português https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/06/13/cidade-do-porto-a-capital-do-vinho-portugues/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/06/13/cidade-do-porto-a-capital-do-vinho-portugues/#comments Fri, 13 Jun 2025 18:26:41 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=271 A cidade do Porto é a segunda maior de Portugal e entrega aos seus visitantes uma … Cidade do Porto, a capital do vinho portuguêsVer mais

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A cidade do Porto é a segunda maior de Portugal e entrega aos seus visitantes uma combinação rara de história, variedade cultural, gastronomia de qualidade e, é claro, vinhos!

A capital do vinho português e da região Norte do país está localizada no estuário do rio Douro, onde em toda a margem é possível ver as barcas que eram usadas para levar os barris de vinhos até à cidade.

Com seu centro histórico, declarado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, em 1996, o Porto é considerado o coração econômico e cultural da região

A localização tem peso histórico até na hora de nomear um dos produtos mais famosos de Portugal. A cidade não deu nome apenas ao vinho, mas também ao país. Isso porque Portugal provém do antigo nome latino da cidade, que era chamada de “Portus Cale”.

Conheça um pouco mais dos encantos portuenses!

Vinícolas portuenses

A cidade do Porto é um dos destinos turísticos mais antigos da Europa e o enoturismo está cada vez mais em alta na região.

Além dos passeios pelo rio Douro, centro histórico e museus, você também pode fazer passeios pelas vinícolas portuenses.

As vinícolas estão localizadas em uma região mais afastada da cidade, ao longo do rio, onde há mais espaço para o cultivo das vinhas e o clima é ideal para as uvas.

Veja alguns dos principais produtores para conhecer em sua passagem por Porto.

Quinta das Carvalhas

A Quinta das Carvalhas é uma das propriedades da Real Companhia Velha, uma vinícola fundada há mais de dois séculos pelo então rei de Portugal.

A vinícola é uma das mais belas e emblemáticas quintas do Alto Douro. Lá, o passeio pelas uvas é acompanhado de construções de arquitetura antiga.

Quinta do Pôpa

A Quinta do Pôpa foi fundada em 2007, mas já conquistou fama na região.

Na vinícola você vai encontrar várias opções para o seu passeio. Com vista para o rio Douro, a quinta oferece diferentes tipos de prova, incluindo uma degustação especial de vinhas de mais de 90 anos, que podem acompanhar almoço, piquenique e brunch. E se for na época certa, ainda pode participar da pisa das uvas.

Quinta do Seixo

Uma das mais tradicionais de Portugal, localizada na região de Pinhão, a Quinta do Seixo é a responsável pela produção do famoso Sandeman com suas vinhas de mais de 100 anos.

A quinta oferece diferentes tipos de tour. Um deles é a visita guiada pelo Sandeman Don, numa viagem pela história do Vinho do Porto.

O terroir e as uvas portuenses

A região do Porto tem o cenário perfeito para a colheita das melhores uvas, com um microclima diverso, terreno montanhoso, umidade, altas temperaturas durante o dia e frias durante a noite.

Há uma vasta variedade de uvas tradicionais, tanto tintas quanto brancas, na região portuense.

As principais uvas tintas da região são a Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Vinhão. Já as castas brancas mais cultivadas são a Malvasia Fina, Gouveio, Viosinho, Códega e Malvasia Rei.

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Vale do Lima: a terra natal da Loureiro e Rota dos Vinhos Verdes https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/06/13/vale-do-lima-a-terra-natal-da-loureiro-e-rota-dos-vinhos-verdes/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/06/13/vale-do-lima-a-terra-natal-da-loureiro-e-rota-dos-vinhos-verdes/#comments Fri, 13 Jun 2025 18:11:30 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=268 Ao longo das margens portuguesas do Rio Lima está o Vale do Lima, a terra natal … Vale do Lima: a terra natal da Loureiro e Rota dos Vinhos VerdesVer mais

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Ao longo das margens portuguesas do Rio Lima está o Vale do Lima, a terra natal da Loureiro e o centro mais importante de produção dos Vinhos Verdes de Portugal.

O Vale do Lima conta com quatro municípios banhados pelo rio: Ponte da Barca, Viana do Castelo, Arcos de Valdevez e Ponte de Lima, que é a principal e mais importante vila da região.

A cultura vitivinícola do Vale do Lima começou a se desenvolver no início do século 12. Ou seja, a viticultura da região se iniciou antes mesmo da existência do Estado Português.

A localização privilegiada do Vale do Lima, no coração do Minho, faz o vale ser um dos principais pontos da famosa Rota dos Vinhos Verdes.

A Rota dos Vinhos Verdes

A Rota dos Vinhos Verdes se estende por toda a região do Minho e atravessa nove sub-regiões portuguesas: Monção e Melgaço; Vale do Lima; Basto; Cávado; Ave; Amarante; Baião; Sousa e Paiva.

Por toda a extensão da rota, é possível se maravilhar com os vinhedos nas margens dos rios e vinhas das principais uvas utilizadas para produzir os vinhos que nomeiam o trajeto.

Em 1959, foi fundada a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), uma cooperativa que tem como objetivo dinamizar e apoiar a atividade econômica dos produtores regionais de vinho.

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes também atua para controlar e promover as produções vínicas que podem receber as classificações de Denominação de Origem Vinho Verde e Indicação Geográfica Minho.

Hoje, a comissão já conta com cerca de 2 mil associados e produtores que puderam ver suas produções crescendo e alcançando maior qualidade. Um dos principais fatores que tornou a rota uma atração para os enoturistas.

Após a criação da CVRVV, o amplo território de produção dos Vinhos Verdes foi subdividido em seis porções, das quais o Vale do Lima é o maior destaque.

A uva Loureiro

Foi nesse rico vale que a uva Loureiro se originou. E, atualmente, é uma casta amplamente cultivada no norte de Portugal, em toda a região do Minho.

A Loureiro é uma variedade de uva branca que recentemente se tornou uma casta nobre de grande tipicidade. Apesar de ser muito utilizada em varietais, a uva e suas qualidades aromáticas dão vida a alguns dos melhores vinhos brancos de Portugal.

Ao lado das uvas brancas Trajadura e Arinto, a Loureiro faz parte na composição do tradicional Vinho Verde e é uma das principais responsáveis pela ascensão do estilo nas últimas décadas

Os vinhos da Loureiro, além dos exuberantes aromas, apresentam acidez vibrante, são leves e frescos, e de baixo teor alcoólico.

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Desvendando classificações: denominações do vinho na Espanha https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/06/11/desvendando-classificacoes-denominacoes-do-vinho-na-espanha/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/06/11/desvendando-classificacoes-denominacoes-do-vinho-na-espanha/#comments Wed, 11 Jun 2025 18:31:56 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=246 As classificações de vinhos são tradicionais e bem conhecidas, mas as denominações do vinho na Espanha … Desvendando classificações: denominações do vinho na EspanhaVer mais

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As classificações de vinhos são tradicionais e bem conhecidas, mas as denominações do vinho na Espanha são algo deste século.

Até pouco tempo atrás, a classificação de vinhos na Espanha se baseava no estágio do vinho em barricas e o tempo de permanência era o critério principal – Crianza (6 meses), Reserva (12 meses) e Gran Reserva (18 meses). E esse sistema só existia a nível regional, sendo Rioja a primeira, criada em 1925.

Foi só em 2003, com a aprovação da Ley de la Viña y del Vino, que as denominações do vinho na Espanha receberam um padrão em escala nacional

Com mais de 150 apelações no país, atualmente a Espanha divide sua classificação em seis níveis: Vinos de Mesa, Vinos de la Tierra, Vino de Calidad con Indicación Geográfica, Denominación de Origen, Denominación de Origen Calificada, e Vinos de Pagos.

Vinos de Mesa

Equivalente ao vin de France, essa classificação é a base das denominações na Espanha. Os vinhos não pertencem a nenhuma denominação de origem, além de não ser necessária a especificação de safra ou das uvas utilizadas.

Porém, fazer parte dessa categoria não significa que o vinho é de baixa qualidade.

Vinos de la Tierra (VdlT)

A categoria dos Vinos de la Tierra é menos exigente, mais ampla e flexível. E seus vinhos também não são provenientes de nenhuma denominação de origem.

Para um vinho receber essa classificação, pelo menos 85% deve vir de uma região nomeada com características de terroir que entreguem certo caráter à bebida. Além de seguir algumas poucas regras de rendimento do vinhedo e variedades.

Calcula-se que, em 2019, cerca de 42 áreas geográficas podiam usar a classificação. A Vinos de la Tierra é a única categoria espanhola que pode ser rotulada com a classificação Indicação Geográfica Protegida (IGP), da União Europeia.

Vino de Calidad con Indicación Geográfica (VC)

Os vinhos dessa classificação já têm regras mais rígidas a serem seguidas. Um Vino de Calidad con Indicación Geográfica deve ser elaborado em uma determinada região e as suas uvas devem vir dessa mesma área. Assim como sua produção e envelhecimento.

Muitas vezes, os vinhos com título de Vino de Calidad con Indicación Geográfica estão no processo para receberem denominações de origem, mas falta o cumprimento de algumas regras.

Denominación de Origen (DO)

A DO tem uma regulamentação mais inflexível e que exige diferentes padrões de qualidade.

Para que um vinho seja considerado de Denominación de Origen, em sua elaboração devem estar incluídas apenas uvas autorizadas. Obedecendo regras de níveis de produção, métodos de vinificação e de envelhecimento.

Essa classificação inclui a maior parte dos VC e é a mais ampla na escala de qualidade dos vinhos espanhóis. Atualmente, existiam cerca de 69 DOs na Espanha.

Denominación de Origen Calificada (DOCa)

A Denominación de Origen Calificada representa o mais alto nível das classificações relacionadas à região de origem.

Com um controle de quantidade muito mais rigoroso, as DOCa devem comercializar vinhos de vinícolas registradas na área geográfica delimitada. Para se tornar uma Denominación de Origen Calificada, é preciso passar pelo menos 10 anos como DO.

Essa é uma classificação rara. Até o momento, apenas duas regiões da Espanha faziam parte da categoria. Rioja recebeu a classificação DOCa em 1991 e Priorat foi a segunda, se tornando uma região DOCa em 2009.

Vinos de Pagos (VP)

Em espanhol, o termo “pago” se refere a uma propriedade, sendo seu conceito parecido ao de vinhedos.

A classificação de Vinos de Pagos é diferente de todas as outras. Já que não é relacionada às características regionais, e sim à qualidade excepcional e expressão do vinhedo na vinificação.

Para ser um Vino de Pago, é preciso que o produtor tenha uma vinícola exclusiva para elaborar e engarrafar esse vinho. Sendo que deve ser uma propriedade familiar, com o dono no comando da vinícola. A produção também tem suas regras: colheita manual e vinhedo de baixo rendimento.

Na Espanha, existem cerca de 20 Vinos de Pago.

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Em 1963, a Itália se rendeu à tendência dos produtores do Velho Mundo, principalmente a França, e começou a desenvolver seu próprio sistema de classificação com denominações para os vinhos do país.

As categorias DOC e DOCG foram as primeiras denominações de origem criadas pelo sistema italiano. Seguidas pelas classificações de controle de produção Vino da Tavola e IGT.

Da mais simples à mais complexa, saiba mais sobre cada uma das denominações dos vinhos na Itália.

Vino da Tavola

Vino da Tavola é a classificação mais básica do vinho italiano e representa os vinhos de consumo diário.

A categoria surgiu no final da década de 1960, quando Marchesi Antinori, um produtor da Toscana, fez um assemblage de uma uva típica da região, a Sangiovese, com a Cabernet Sauvignon, e criou o Tignanello

Esse blend fugiu das regras do Chianti Classico e, por isso, não poderia usar a denominação DOC. Assim, o vinho foi vendido como Vino da Tavola. Quando uma nova denominação foi criada, o Tignanello passou de Vino da Tavola para IGT.

Indicazione Geografica Tipica (IGT)

A Indicazione Geografica Tipica (Indicação Geográfica Típica) foi a última classificação a ser inserida no sistema de controle de produção dos vinhos da Itália. Sendo introduzida apenas em 1992.  

O foco do IGT é a região de origem do vinho, e não as uvas que foram utilizadas na elaboração do seu corte. Essa flexibilidade permite que os produtores soltem a criatividade e criem blends inusitados sem perder a qualidade.

Os rótulos IGT devem apresentar informações das uva, safra e tipo do vinho. Atualmente, existem cerca de 120 Indicações Geográficas Típicas.

Denominazione di Origine Controllata (DOC)

A DOC (Denominação de Origem Controlada), é a denominação de referência na Itália.

Essa classificação certifica que as uvas são provenientes de vinhedos próprios, respeitando a geografia e o regulamento local.

Existem cerca de 330 regiões classificadas como Denominação de Origem Controlada. Quando uma dessas regiões produz vinhos de ótima qualidade de forma consistente, ano após ano, ela pode “subir de nível” e passar a ser uma DOCG.

Denominazione di Origine Controllata e Garantita (DOCG)

A Denominazione di Origine Controllata e Garantita (Denominação de Origem Controlada e Garantida) é a mais rígida de todas as denominações dos vinhos na Itália.

Nessa classificação, as regras controlam os métodos de produção, as variedades permitidas, o rendimento máximo por hectare, a maturidade da uva e tempo de envelhecimento em barrica.

As regras rígidas da DOCG se devem ao fato da denominação, literalmente, garantir a qualidade do produto final. Para isso, é realizada uma análise laboratorial do extrato mínimo do vinho, que também é submetido a um painel de degustadores.  

Os primeiros vinhos a receber o selo governamental numerado de DOCG foram Barolo, Barbaresco, Chianti, Brunello di Montalcino e Vino Nobile di Montepulciano.

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Desbrave a sub-região de Côte d’Or, na Borgonha https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/06/10/desbrave-a-sub-regiao-de-cote-dor-na-borgonha/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/06/10/desbrave-a-sub-regiao-de-cote-dor-na-borgonha/#comments Tue, 10 Jun 2025 20:23:32 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=235 A sub-região de Côte d’Or é a mais nova denominação geográfica dentro da denominação regional da … Desbrave a sub-região de Côte d’Or, na BorgonhaVer mais

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A sub-região de Côte d’Or é a mais nova denominação geográfica dentro da denominação regional da Borgonha, na França.

Após a denominação ser oficializada em 2017, os produtores de Côte d’Or receberam o nome geográfico adicional “Bourgogne Côte d’Or” para os rótulos de seus vinhos. Porém, como em toda DO, o nome é exclusivo para vinhos que seguem certas regras.

O objetivo da Denominação Geográfica adicional é destacar o potencial da viticultura de Côte d’Or. Já que a AOC (Appellation d’Origine Contrôlée) é considerada a produtora dos melhores vinhos de toda a Borgonha.

A sub-região se estende por 40 aldeias ao longo de um trecho de 65 km de Dijon a Maranges, abrangendo Côte de Beaune no sul e Côte de Nuits no norte. Côte d’Or significa encosta dourada e tem esse nome por causa da coloração marrom-dourada que as folhas das suas videiras ganham no outono. 

Os vinhos

Os vinhos rotulados como “Bourgogne Côte d’Or” devem seguir normas específicas e, no caso dessa Denominação de Origem, só podem ser feitos exclusivamente com as uvas Chardonnay e Pinot Noir cultivadas dentro da sub-região de Côte d’Or.

Esses vinhos, em relação à qualidade, estão acima dos vinhos da Denominação Regional da Borgonha e daqueles rotulados simplesmente como Bourgogne. Por isso, os rendimentos das vinhas devem ser menores.

Os “Bourgogne Côte d’Or” tintos, normalmente, apresentam coloração vermelho cereja com reflexos de rubi escuro. No nariz, oferece aromas de cereja, groselha e amora, com notas de grenadine e peônia. Em boca, são redondos e delicados, com taninos finos e boa fruta, conduzindo a um final fresco e leve.

os brancos, costumam apresentar cor amarelo ouro pálido com tons de amarelo esverdeado prateado. Os aromas têm notas de limão, pêra e amêndoa, juntamente com anis, pêssego, hortelã e abacaxi. O final salino e cítrico revela toques aromáticos de alcaçuz e brioche.

É notável a evolução da viticultura local após a nova denominação ser oficializada. Em 2017, havia aproximadamente 200 hectares de Pinot Noir e cerca de 90 hectares de Chardonnay dentro da denominação. Hoje, estima-se que o total possa subir para mil hectares de plantação de cada casta.

De acordo com o The Bourgogne Wine Board (BIVB), a safra de vinhos tintos de 2018 foi 20% maior em relação à safra de 2017, com cerca de 1,6 milhão de garrafas. Sendo que a produção de vinho branco teve um aumento de 55%, no mesmo período, com 920 mil garrafas.

Côte de Nuits e Côte de Beaune

A sub-região de Côte d’Or abrange duas microrregiões, Côte de Nuits e Côte de Beaune. As duas zonas produtoras são historicamente consideradas as mais importantes da Borgonha.

A maior diferença entre as microrregiões é o estilo dos vinhos produzidos, já que cada uma está localizada em áreas com microclimas totalmente distintos.

Côte de Nuits

Situada ao norte de Côte d’Or, Côte de Nuits produz vinhos mais estruturados e de maior intensidade.

A microrregião de Côte de Nuits tem condições excepcionais de terroir, raras de encontrar em outros locais e com uma variedade de solos de alta qualidade.

Os tintos produzidos na região expressam particular elegância. E apenas cerca de 20% da produção é de vinhos brancos, sendo que a maioria dos Grand Crus brancos estão na região.

Côte de Beaune

Côte de Beaune está ao sul de Côte d’Or e seus vinhos entregam mais elegância e frescor.

Essa microrregião é especialmente conhecida pelos seus vinhos brancos, com vinhas ocupam 3000 hectares de área. Sendo que apenas 98 hectares correspondem a videiras de Pinot Noir.

É de Côte de Beaune que vem os mundialmente apreciados tintos Corton.

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Desvendando as classificações: França, AOC e IGP https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/05/23/desvendando-as-classificacoes-franca-aoc-e-igp/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/05/23/desvendando-as-classificacoes-franca-aoc-e-igp/#comments Fri, 23 May 2025 18:18:17 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=168 Existem milhares de denominações de origem diferentes pelo mundo do vinho e muitas se confundem. Por … Desvendando as classificações: França, AOC e IGPVer mais

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Existem milhares de denominações de origem diferentes pelo mundo do vinho e muitas se confundem. Por isso, vamos desvendar as classificações mais famosas da França, a AOC e a IGP.

Antigamente, os vinhos produzidos não tinham muita preocupação em manter padrões e apresentavam muitas variações, em sabor, aroma e coloração.

Os vinhos de mesmo rótulo mas com características totalmente diferentes passaram a prejudicar a indústria local. Assim, as primeiras delimitações geográficas de regiões vinícolas foram criadas e a Comissão Europeia instituiu os seus dois sistemas de qualidade: a AOC e a IGP.

A partir desses novos sistemas, os governos de cada país da União Europeia criaram suas classificações e métodos de garantir que os vinhos fossem feitos seguindo regras pré-estabelecidas.

Na França, em 1905, uma lei foi criada para fazer esse controle. E, em 1935, foi criado o Comité National des Appellations d’Origine (CNAO), em português Comissão Nacional das Denominações de Origem, que hoje é chamado de Instituto Nacional de Apelações de Origem.

Para definir quais seriam os parâmetros que iriam determinar a tipicidade e as características de cada terroir e dos vinhos de cada um, os principais produtores de cada região foram consultados pelos membros do Instituto Nacional de Apelações de Origem (INAO).

Porém, o papel do INAO não é garantir a qualidade dos vinhos, se o consumidor irá gostar ou não. O Instituto trabalha para assegurar a origem e a tipicidade do estilo das classificações da AOC e IGP. Além de certificar a autenticidade dos vinhos prontos para consumo, através de um painel de degustação, formado por um grupo de profissionais que analisam as bebidas.

AOC

A Appellation d’Origine Contrôlée (AOC), Denominação de Origem Controlada, em português, indica a qual região específica do país o vinho pertence.

A sigla AOC tem um vínculo mais forte com o lugar em que os vinhos são produzidos e representa a categoria superior dos vinhos franceses.

Essa classificação é a mais restritiva e controla cada um dos aspectos e métodos vitivinícolas da produção dos vinhos que devem ocorrer na região especificada. Por exemplo, as uvas utilizadas na elaboração da bebida devem ser provenientes exclusivamente da área geográfica onde o vinho é feito.

A AOC se subdivide em duas categorias, as mundialmente famosas Grand Cru e Premier Cru.

São mais de 400 vinhos de Denominação de Origem Controlada na França. Sendo que existem denominações geográficas dentro de cada uma dessas AOCs. Como a Borgonha, que é uma AOC com quatro apelações diferentes de hierarquia. Já a AOC de Mâcon tem 27 denominações geográficas complementares.

IGP

A Indication Géographique Protégée (IGP), Indicação Geográfica Protegida em português, classifica os vinhos de determinada região geográfica.

Essa classificação delimita os locais em que os vinhos devem ser feitos e em que as uvas devem estar plantadas. De acordo com a IGP, obrigatoriamente, no mínimo 75% das uvas usadas na produção de um vinho devem vir da mesma área geográfica de sua elaboração.

A IGP é uma classificação mais branda que não controla os aspectos e métodos vitivinícolas da produção. E por não seguir regras tão rígidas, a classificação IGP está abaixo da AOC na hierarquia dos vinhos franceses.

Dentro do IGP, na França, há três subníveis relativos à localização geográfica – o Regional, o Departamental e o Local -, que no total somam mais de 140 classificações de região.

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