Arquivo de Espanha - Blog Enclos https://blog.enclosvinhos.com.br/tag/espanha/ Meu site Fri, 15 May 2026 15:13:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://blog.enclosvinhos.com.br/wp-content/uploads/2025/03/cropped-enclos_favicon2-32x32.png Arquivo de Espanha - Blog Enclos https://blog.enclosvinhos.com.br/tag/espanha/ 32 32 Memórias do Wine Hunter – A gigante González Byass https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/07/14/memorias-do-wine-hunter-a-gigante-gonzalez-byass/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/07/14/memorias-do-wine-hunter-a-gigante-gonzalez-byass/#respond Mon, 14 Jul 2025 18:24:23 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=359 Uma das viagens de hunting mais bacanas que já fiz foi, sem dúvida, na gigante González … Memórias do Wine Hunter – A gigante González ByassVer mais

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Uma das viagens de hunting mais bacanas que já fiz foi, sem dúvida, na gigante González Byass, em Jerez, no Sul da Espanha.

Jerez é um mundo à parte, os vinhos vão de salinos, como os Manzanillas, aos Creams super doces, cada um com seu estilo único e envolvente, vale entrar nesse mundo. Em uma degustação, sai apaixonado e até hoje abro umas garrafas que tenho em casa.

Durante a viagem fui convidado para o camarote do Tío Pepe Festival, um concerto de música com vários cantores, performances e muitos drinks com Jerez e Gin noite adentro…imagina.

A Bodegas Tío Pepe é um dos 50 melhores destinos de enoturismo do mundo, segundo o World’s Best Vineyards 2020. Para definir a segunda edição desse ranking, mais de 500 enólogos votaram nos destinos que se destacam por oferecer experiências únicas de enoturismo. A sua acessibilidade, a oferta gastronômica, o preço da visita, a atenção ao visitante e a reputação da adega são alguns dos critérios que o júri tem em conta na hora de votar.

Tío Pepe conquistou uma nova posição no ranking, entrando diretamente no seu Top 20 e se tornando um dos melhores destinos de enoturismo do planeta. Um detalhe à parte, na Bodega Tio Pepe, há uma rua que é considerada a rua mais bonita do mundo. Eu não rodei todo o mundo, mas até agora, concordo muito, é realmente bárbara!

Espanha é uma festa, se tem um país em que o povo comemora é lá. A comida, os vinhos e a música se juntam a cenários maravilhosos que nos deixam com o espírito em êxtase.

Finalizamos a viagem com um espetáculo equestre na Escola de Equitação de Cavalos Andaluzes de Jerez, olha que viagem inesquecível e impagável!

Salud!

Se você gosta de conteúdos sobre vinho, é porque também adora degustá-los. Na nossa loja, você encontra rótulos únicos dos melhores terroirs do mundo, selecionados pelo Wine Hunter Vicente Jorge. Clique aqui e deguste!

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Desvendando classificações: denominações do vinho na Espanha https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/06/11/desvendando-classificacoes-denominacoes-do-vinho-na-espanha/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/06/11/desvendando-classificacoes-denominacoes-do-vinho-na-espanha/#comments Wed, 11 Jun 2025 18:31:56 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=246 As classificações de vinhos são tradicionais e bem conhecidas, mas as denominações do vinho na Espanha … Desvendando classificações: denominações do vinho na EspanhaVer mais

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As classificações de vinhos são tradicionais e bem conhecidas, mas as denominações do vinho na Espanha são algo deste século.

Até pouco tempo atrás, a classificação de vinhos na Espanha se baseava no estágio do vinho em barricas e o tempo de permanência era o critério principal – Crianza (6 meses), Reserva (12 meses) e Gran Reserva (18 meses). E esse sistema só existia a nível regional, sendo Rioja a primeira, criada em 1925.

Foi só em 2003, com a aprovação da Ley de la Viña y del Vino, que as denominações do vinho na Espanha receberam um padrão em escala nacional

Com mais de 150 apelações no país, atualmente a Espanha divide sua classificação em seis níveis: Vinos de Mesa, Vinos de la Tierra, Vino de Calidad con Indicación Geográfica, Denominación de Origen, Denominación de Origen Calificada, e Vinos de Pagos.

Vinos de Mesa

Equivalente ao vin de France, essa classificação é a base das denominações na Espanha. Os vinhos não pertencem a nenhuma denominação de origem, além de não ser necessária a especificação de safra ou das uvas utilizadas.

Porém, fazer parte dessa categoria não significa que o vinho é de baixa qualidade.

Vinos de la Tierra (VdlT)

A categoria dos Vinos de la Tierra é menos exigente, mais ampla e flexível. E seus vinhos também não são provenientes de nenhuma denominação de origem.

Para um vinho receber essa classificação, pelo menos 85% deve vir de uma região nomeada com características de terroir que entreguem certo caráter à bebida. Além de seguir algumas poucas regras de rendimento do vinhedo e variedades.

Calcula-se que, em 2019, cerca de 42 áreas geográficas podiam usar a classificação. A Vinos de la Tierra é a única categoria espanhola que pode ser rotulada com a classificação Indicação Geográfica Protegida (IGP), da União Europeia.

Vino de Calidad con Indicación Geográfica (VC)

Os vinhos dessa classificação já têm regras mais rígidas a serem seguidas. Um Vino de Calidad con Indicación Geográfica deve ser elaborado em uma determinada região e as suas uvas devem vir dessa mesma área. Assim como sua produção e envelhecimento.

Muitas vezes, os vinhos com título de Vino de Calidad con Indicación Geográfica estão no processo para receberem denominações de origem, mas falta o cumprimento de algumas regras.

Denominación de Origen (DO)

A DO tem uma regulamentação mais inflexível e que exige diferentes padrões de qualidade.

Para que um vinho seja considerado de Denominación de Origen, em sua elaboração devem estar incluídas apenas uvas autorizadas. Obedecendo regras de níveis de produção, métodos de vinificação e de envelhecimento.

Essa classificação inclui a maior parte dos VC e é a mais ampla na escala de qualidade dos vinhos espanhóis. Atualmente, existiam cerca de 69 DOs na Espanha.

Denominación de Origen Calificada (DOCa)

A Denominación de Origen Calificada representa o mais alto nível das classificações relacionadas à região de origem.

Com um controle de quantidade muito mais rigoroso, as DOCa devem comercializar vinhos de vinícolas registradas na área geográfica delimitada. Para se tornar uma Denominación de Origen Calificada, é preciso passar pelo menos 10 anos como DO.

Essa é uma classificação rara. Até o momento, apenas duas regiões da Espanha faziam parte da categoria. Rioja recebeu a classificação DOCa em 1991 e Priorat foi a segunda, se tornando uma região DOCa em 2009.

Vinos de Pagos (VP)

Em espanhol, o termo “pago” se refere a uma propriedade, sendo seu conceito parecido ao de vinhedos.

A classificação de Vinos de Pagos é diferente de todas as outras. Já que não é relacionada às características regionais, e sim à qualidade excepcional e expressão do vinhedo na vinificação.

Para ser um Vino de Pago, é preciso que o produtor tenha uma vinícola exclusiva para elaborar e engarrafar esse vinho. Sendo que deve ser uma propriedade familiar, com o dono no comando da vinícola. A produção também tem suas regras: colheita manual e vinhedo de baixo rendimento.

Na Espanha, existem cerca de 20 Vinos de Pago.

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Os vinhos de Tenerife, a maior área vinícola das Ilhas Canárias https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/04/24/os-vinhos-de-tenerife-a-maior-area-vinicola-das-ilhas-canarias/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/04/24/os-vinhos-de-tenerife-a-maior-area-vinicola-das-ilhas-canarias/#respond Thu, 24 Apr 2025 19:51:06 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=126 Por regra, é da Espanha. Por influência, é portuguesa. Pela geografia, está a um passo da … Os vinhos de Tenerife, a maior área vinícola das Ilhas CanáriasVer mais

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Por regra, é da Espanha. Por influência, é portuguesa. Pela geografia, está a um passo da África. Conheça Tenerife, a maior área vinícola das Ilhas Canárias, e os seus vinhos.

Tenerife, uma das sete ilhas ao longo da costa do Marrocos, começou sua produção de vinhos no século 15, depois que uvas foram introduzidas na ilha pelos espanhóis. Hoje, a ilha é o maior produtor de vinho do arquipélago das Ilhas Canárias com cerca de 7200 hectares de vinha.

A vinicultura do local se destaca por suas castas completamente únicas, vindas de vinhas antigas e de raízes próprias. Isso porque Tenerife é um dos poucos lugares do mundo que não foi afetado pela filoxera.

Regiões vinícolas e terroir

Tenerife fica tão acima do nível do mar que uma grande variedade de microclimas pode ser encontrada na ilha. Tanto que os locais costumam dizer que o tempo muda a cada 100 metros.

Os diferentes microclimas tornam o sul conhecido pelos vinhos brancos de uvas de casca fina, enquanto o norte produz tanto vinhos tintos quanto brancos.

A ilha é dividida em cinco Denominações de Origem: Valle de la Orotava, Ycoden-Daute-Isora, Abona, Tacoronte-Acentejo e Valle de Güímar. Por ser uma área tão pequena, esse é um número um tanto incomum.

A maioria das regiões é moldada pelo Monte Teide, sendo muitos dos vinhedos localizados nas encostas mais baixas da montanha. O solo é de caráter vulcânico, o que confere qualidades especiais aos vinhos.

As uvas e os vinhos de Tenerife

Uma chave para o sucesso dos vinhos de Tenerife são as diferentes variedades nativas de videiras não enxertadas que crescem na ilha. Existem mais castas em Tenerife do que em qualquer outra ilha espanhola.

As uvas mais utilizadas para produzir vinhos brancos são: Listán Blanco, Malvasia, Gual, Albillo Criollo, Vijariego, Moscatel, Marmajuelo e Verdello. Já os rosés e tintos são feitos principalmente das uvas Listán Negro, Negramoll e Tintilla.

Os vinhos de Tenerife têm um sabor fresco, são leves e com um toque de sal. Comparados com os vinhos cultivados na mesma latitude, seus sabores não se encontram em nenhuma outra ilha.

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Memórias do Wine Hunter – Yecla, Espanha https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/04/08/memorias-do-wine-hunter-yecla-espanha/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/04/08/memorias-do-wine-hunter-yecla-espanha/#respond Tue, 08 Apr 2025 14:58:43 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=70 Partimos de trem da estação de Atocha em Madrid, Espanha, para Yecla. Essa região não é … Memórias do Wine Hunter – Yecla, EspanhaVer mais

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Partimos de trem da estação de Atocha em Madrid, Espanha, para Yecla. Essa região não é muito conhecida, mas produz vinhos bárbaros!

A antiga tradição vinícola da região remonta à época dos fenícios, que já cultivavam vinhas nessas terras de solo pobre e clima extremo.

Vicente Jorge e Manu Brandão em vinhedo em Yecla, na Espanha.
Arquivo pessoal.

Nos últimos anos, a pequena DO Yecla rapidamente ganhou reconhecimento pelo caráter único e pela qualidade de seus vinhos.

Yecla obteve a denominação de origem em 1975, mas 20 anos antes, as vinícolas já começavam a proclamar a qualidade de seus vinhos. Isso depois de tomarem um novo caminho, deixando para trás os vinhos velhos, mais potentes e robustos, para oferecer tintos engarrafados modernos e elegantes. A maioria deles explorando o grande potencial da Monastrell, uva nativa da região.

Vinhas da uva Monastrell.
Arquivo pessoal.

A Monastrell, também conhecida pelo nome de Mourvèdre, é uma uva de maturação intermediária a tardia, responsável por vinhos robustos, com taninos intensos e aromas frutados.

Na região, a Monastrell é plantada a uma distância de 2 metros entre cada videira, pois o índice de pluviosidade é extremo, assim uma planta não rouba água da outra. Por lá não é permitido rego d’água.

Após o trabalho em campo, degustações e negociações, seguimos para o restaurante da vinícola que já ganhou vários prêmios e recomendação do Guia Michelin. Lá vou eu de novo!

Com uma pegada Ferran Adrià, o jantar se inicia com um menu degustação com vários mini pratos. Dentre eles, selecionei dois para dividir com vocês: um algodão doce, só que salgado, com uma farofa de pão com gosto de porco junto a uma gelatina agridoce de tutano.

O outro, não menos esquisito, uma pedra com uma folha que remetia ao gosto de ostra… Ainda bem que a pedra não precisei comer…rsrs.

Tim-tim!

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