Arquivo de Espumantes - Blog Enclos https://blog.enclosvinhos.com.br/tag/espumantes/ Meu site Thu, 24 Jul 2025 20:35:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://blog.enclosvinhos.com.br/wp-content/uploads/2025/03/cropped-enclos_favicon2-32x32.png Arquivo de Espumantes - Blog Enclos https://blog.enclosvinhos.com.br/tag/espumantes/ 32 32 Dicas para escolher os melhores espumantes do mercado https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/07/14/dicas-para-escolher-os-melhores-espumantes-do-mercado/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/07/14/dicas-para-escolher-os-melhores-espumantes-do-mercado/#respond Mon, 14 Jul 2025 18:39:41 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=366 As deliciosas borbulhas do mundo do vinho vão muito além do Champagne francês. Veja dicas certeiras … Dicas para escolher os melhores espumantes do mercadoVer mais

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As deliciosas borbulhas do mundo do vinho vão muito além do Champagne francês. Veja dicas certeiras para escolher os melhores espumantes do mercado!

Todo Champagne é um espumante, mas nem todo espumante é um Champagne. Isso não significa necessariamente uma coisa ruim. A maioria dos vinhos espumantes produzidos no mundo não são Champagne.

Existem muitos outros vinhos espumantes de altíssima qualidade sendo produzidos fora da pequena região de Champagne. Só na França, outras 23 regiões produzem espumantes fantásticos.

Na Espanha são os chamados Cava; na Alemanha e Áustria são os Sekt; temos o Cap Classique na África do Sul; a Itália nos presenteia com o Prosecco; já em Portugal, na Argentina e aqui no Brasil são os espumantes.

A maioria desses diferentes estilos são produzidos com o mesmo método e utilizam as mesmas castas. O que muda de verdade, na maioria deles, é a nomenclatura.

A uva importa

Como em todos os outros estilos de vinho, as uvas representam um papel primordial na hora de definir os sabores, aromas e características dos espumantes E são um fator que podem mudar a sua escolha.

– Glera: presente em 85% da composição de um Prosecco, é uma uva ácida e que entrega um sabor neutro.

Moscato: uma variedade de sabor mais doce que é utilizada na elaboração do Moscatel.

– Riesling: nos espumantes, oferece sabor intenso e muito marcante.

– Macabeo, Parellada e Xarel-lo: mais utilizadas na produção do Cava espanhol, proporcionam ao espumante a acidez ideal.

– Pinot Noir, Meunier e Chardonnay: um blend rico em aroma e sabor, são as castas obrigatórias para a fabricação do Champagne.

Escolhendo pelo método de produção

A maioria dos espumantes são feitos através do método tradicional (champenoise) ou pelo método Charmat. E, é claro, que cada um confere características muito diferentes aos vinhos.

Método Charmat: com a segunda fermentação feita em tanque de inox, seus espumantes são mais leves e frescos. Costuma originar espumantes mais “explosivos”, pelo perlage intenso. 

Método tradicional ou champenoise: a segunda fermentação acontece em garrafa, criando vinhos mais untuosos, crocantes e com borbulhas duradouras.

Entenda a tiragem 

A tiragem é um processo da produção de espumantes que acontece após a segunda fermentação e é quando os vinhos começam a adquirir suas borbulhas.

Nessa etapa, o licor de tiragem, que é uma solução com partículas de levedura morta, é adicionado ao vinho base

Essas leveduras dão aos vinhos mais corpo, uma textura mais cremosa e sabores de nozes. Além de iniciarem a libertação do gás carbónico, ou seja, a perlage.

O tempo de tiragem também é um fator que influencia no sabor final do espumante. Os espumantes mais jovens, de menor tempo de tiragem, são mais delicados e frescos. Além de apresentarem borbulhas mais abundantes que não se dissipam.

Já os espumantes safrados ou de têm longo período de tiragem são mais envelhecidos, complexos e com sabor intenso. Sendo considerados os de melhor qualidade.

Tiragem de 9 meses: é o tempo mínimo e não adiciona muitas características ao vinho.

Tiragem de 15 meses a 2 anos: nesse período, os espumantes começam a desenvolver sabores mais ricos.

Tiragem de 3 a 8 anos: quanto maior o tempo de tiragem, mais complexos serão os aromas e sabores.

Normalmente, essa informação está clara no contra-rótulo. Se tiver dificuldade de encontrar, é só checar o número de lote.

Frisante não é espumante

Existem muitos tipos de espumantes pelo mundo, mas o frisante não é um deles!

Apesar de possuir uma pequena quantidade de borbulhas, o vinho frisante tem um processo de fermentação e produção diferente. Por isso, não pode ser classificado como um espumante.

Quando for escolher um espumante, mantenha essa dica em mente para não se decepcionar.

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Franciacorta, o espumante da Itália que é orgulho nacional https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/07/14/franciacorta-o-espumante-da-italia-que-e-orgulho-nacional/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/07/14/franciacorta-o-espumante-da-italia-que-e-orgulho-nacional/#respond Mon, 14 Jul 2025 17:59:15 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=356 O Franciacorta é um espumante do norte da Itália que virou um dos orgulhos nacionais, sendo … Franciacorta, o espumante da Itália que é orgulho nacionalVer mais

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O Franciacorta é um espumante do norte da Itália que virou um dos orgulhos nacionais, sendo comparado ao Champagne francês.

O vinho e a região de mesmo nome ganharam os paladares do mundo todo com a excepcional qualidade de seus espumantes. Mas quem nasceu primeiro: a bebida ou a região? O vinho!

O primeiro espumante Franciacorta foi produzido em meados de 1950. Já a Denominação de Origem Controlada de Franciacorta foi oficializada apenas em 1967. O que deixa clara a importância desse grande vinho!

O vinho

O que diferencia o Franciacorta dos Proseccos e Astis italianos é o seu método de produção, que é feito seguindo o método champenoise. Ou seja, para por uma segunda fermentação em garrafa.

Em 1995, foi estabelecida a Denominação de Origem Controlada e Garantida (DOCG) de Franciacorta e, a partir de então, todos os vinhos produzidos na região passaram a seguir regras de produção e vinificação.

Assim, os espumantes da região só podem utilizar o termo “Franciacorta” no rótulo se forem elaborados a partir de quatro uvas exclusivas: Chardonnay e Pinot Noir, Pinot Blanc e Erbamat. Além do envelhecimento mínimo de 25 meses e mais ao menos 18 meses em contato com as borras antes de serem comercializados.

Os vinhos ainda podem ser encontrados nas variações Pas Dosé, Extra Brut, Brut, Extra Dry, Dry e Demi Sec.

Cinco diferentes espumantes fazem parte do Franciacorta DOCG: o espumante Franciacorta tradicional; o Franciacorta Satèn; o Franciacorta Rosé; o Franciacorta Millesimato; e o Franciacorta Reserva.

Franciacorta tradicional

Esse Franciacorta é o espumante da Itália padrão e é o mais comum produzido na região.

O Franciacorta tradicional pode ser elaborado com as uvas Chardonnay e Pinot Noir. Outras duas variedades podem ser utilizadas na produção, mas com quantidade determinada: a Pinot Blanc com um máximo de 50% e a Erbamat com até 10%.

Normalmente, esse tipo de espumante da Franciacorta apresenta notas de fermento enriquecido com notas delicadas de citrinos, amêndoa, avelã, figos secos e leve mineralidade. Com um perlage fino e persistente.

Franciacorta Satèn

No Franciacorta Satèn, apenas duas uvas podem fazer parte do vinho, a Chardonnay, que deve prevalecer, e a Pinot Blanc, com um máximo de 50%.

Esse estilo de espumante Franciacorta precisa de, ao menos, 24 meses de estágio em contato com as leveduras na garrafa antes da comercialização. E deve ser exclusivamente do tipo Brut.

O Franciacorta Satèn é de paladar suave com um agradável frescor. Seu perlage fino e persistente é quase cremoso. O aroma é sutil marcado por fruta madura e notas de flores brancas e castanhas tostadas.

Franciacorta Rosé

O Franciacorta Rosé é um blend à base de Pinot Noir, com um mínimo de 50%, e pode levar outras uvas autorizadas do Franciacorta  DOCG. Pinot Blanc com um máximo de 50%, Chardonnay e Erbamat com um máximo de 10%.

Sendo que passa a sua fermentação em contato com a pele da Pinot Noir, para que o vinho ganhe a tonalidade desejada. Esse estilo também descansa por, ao menos, 24 meses sob as borras.

Graças a presença da Pinot Noir, o Franciacorta Rosé tem um corpo com mais vigor, alta acidez e final persistente e equilibrado. As notas de frutas vermelhas frescas estão presentes no aroma e no paladar, que recebe um toque mineral.

Franciacorta Millesimato

O Franciacorta Millesimato é elaborado com apenas uma safra. Ou seja, obrigatoriamente, pelo menos 85% das uvas utilizadas na sua produção devem ser provenientes de um único ano.

O estilo Millesimato permanece por, ao menos, 37 meses em estágio, sendo 30 meses em contato com as leveduras, antes de ser comercializado.

A versão do Satèn Millesimato segue a regra do espumante principal e só pode ser elaborada no tipo Brut.

Esse espumante Franciacorta é um vinho vintage e suas características expressam as qualidades das uvas da colheita do qual é elaborado.

Franciacorta Reserva

Esse espumante é feito a partir dos melhores rótulos de Franciacorta Millesimato e, seguindo as regras do DOCG, o Franciacorta Reserva só é comercializado 67 meses após a colheita.

O vinho deve permanecer com as borras por um tempo médio de cinco anos e meio, para que possa revelar completamente o potencial de suas fragrâncias e sabores.

O estilo Reserva pode ser produzido nos tipos Pas Dosé, Extra Brut e Brut. Com exceção do Satèn Reserva, exclusivamente Brut.

O Franciacorta Reserva, devido ao seu longo tempo de envelhecimento, tem notas complexas e um bouquet elegante e rico, com frutas, flores e notas de especiarias e leveduras.

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Cap Classique, o nobre espumante da África do Sul https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/07/04/cap-classique-o-nobre-espumante-da-africa-do-sul/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/07/04/cap-classique-o-nobre-espumante-da-africa-do-sul/#comments Fri, 04 Jul 2025 18:53:07 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=330 A África do Sul é responsável pela produção de alguns dos melhores espumantes do mundo, o … Cap Classique, o nobre espumante da África do SulVer mais

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A África do Sul é responsável pela produção de alguns dos melhores espumantes do mundo, o Cap Classique!

Cada país tem classificações próprias para os espumantes que são produzidos pelo método tradicional, ou método champenoise. Na França é o já conhecido Champagne, na Itália é chamado de Prosecco e na Espanha a classificação é chamada de Cava.

E por que a África do Sul ficaria de fora dessa? Como uma forma de promover os espumantes premium produzidos no país através do método tradicional, foi criado o termo Cap Classique, ou Método Cap Classique.

Em 2021, o termo Cap Classique completou seus 50 anos, uma grande conquista na história da viticultura sul-africana.

Associação de Produtores Cap Classique

Fundada em 1992, a Associação de Produtores Cap Classique (CCPA) foi criada por um grupo de produtores locais que compartilhavam a paixão pela produção de vinhos espumantes elaborados através do método champenoise – ou seja, vinhos fermentados em garrafa.

O objetivo da associação é alavancar os produtos da África do Sul, tornando seus espumantes premium reconhecidos nacional e internacionalmente. Além de trabalhar pelos interesses e necessidades dos produtores.

A associação atua na melhoria do padrão de qualidade do espumante, implementando critérios técnicos e de aprovação organolépticas dos vinhos base.

Uvas e características

Apesar de ser elaborado com o mesmo método que é feito o Champagne, o Cap Classique tem sabores só seus.

Esse carácter único do nobre espumante da África do Sul se deve, principalmente, por seu terroir, que recebe forte influência dos oceanos Atlântico e Índico.

As uvas mais utilizadas são a Chenin Blanc, Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier.

O resultado das produções desse vinho é marcado por aromas leves de levedura, fruta fresca e um paladar muito cremoso. Sendo, normalmente, frescos, com alta acidez e notas cítricas.

A escolha dos presidentes

O Cap Classique se tornou sinônimo de excelência. E o Graham Beck se tornou o exemplar sul-africano mais famoso do mundo.

Esse rótulo é conhecido como “A escolha dos presidentes”, após ter sido servido nas posses de dois dos mais importantes presidentes da história: Nelson Mandela e Barack Obama.

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