Arquivo de França - Blog Enclos https://blog.enclosvinhos.com.br/tag/franca/ Meu site Mon, 11 Aug 2025 15:47:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://blog.enclosvinhos.com.br/wp-content/uploads/2025/03/cropped-enclos_favicon2-32x32.png Arquivo de França - Blog Enclos https://blog.enclosvinhos.com.br/tag/franca/ 32 32 Safra 2025: incêndio ameaça produção de vinhos na França https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/08/11/safra-2025-incendio-ameaca-producao-de-vinhos-na-franca/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/08/11/safra-2025-incendio-ameaca-producao-de-vinhos-na-franca/#respond Mon, 11 Aug 2025 15:47:53 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=561 Desde a primeira semana de agosto deste ano (2025), a França vive o pior incêndio das … Safra 2025: incêndio ameaça produção de vinhos na FrançaVer mais

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Desde a primeira semana de agosto deste ano (2025), a França vive o pior incêndio das últimas décadas. O fogo atingiu principalmente o departamento de Aude, no sul do país, ameaçando até mesmo a produção de vinhos.

Se iniciando em uma área florestal, as chamas se espalharam rapidamente pela região, consumindo cerca de mil hectares por hora. Já são mais de 17 mil hectares de vegetação afetados.

De acordo com o banco de dados do governo que lista incêndios florestais desde 1973, esse é o maior incêndio registrado no país em pelo menos 50 anos.

Vinhas em chamas

Normalmente, as vinhas funcionam como barreiras naturais que evitam que o fogo se alastre.

Porém, como denunciou Pierre Hylari, presidente dos Jovens Agricultores da Occitânia, à rádio France Info, cerca de 5 mil hectares de vinhedos foram arrancados no último ano, por causa de mudanças no uso do solo.

Isso fez com que as barreiras naturais fossem eliminadas, além de ter criado terrenos abandonados com restos de plantas secas que, sem manutenção, se tornaram um combustível.

Até o momento, estima-se que 900 hectares de vinhedos, que estavam prontos para a colheita, já tenham sido completamente destruídos pelo fogo, em Aude. As perdas também incluem maquinários, galpões e edifícios.

O responsável regional, Christian Pouget, anunciou que o incêndio deve causar prejuízos para a produção de vinho no país. Afinal, a “mancha de fumaça” afeta até mesmo as uvas que não foram atingidas diretamente pelo fogo.

Segundo Anael Payrou, diretor da adega cooperativa Cellier des Demoiselles, de Saint-Laurent-de-la-Cabrerisse, “80% das vinhas estão totalmente ou parcialmente queimadas“.

Ele lamenta, pois “ as uvas terão gosto de fumaça, não é certo que possamos transformá-las em vinho”.

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Memórias do Wine Hunter – Hospitaliers de Pomerol https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/07/14/memorias-do-wine-hunter-hospitaliers-de-pomerol/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/07/14/memorias-do-wine-hunter-hospitaliers-de-pomerol/#respond Mon, 14 Jul 2025 15:43:09 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=340 Ser condecorado nas maiores irmandades do vinho é sempre uma experiência especial. Mas a honraria do … Memórias do Wine Hunter – Hospitaliers de PomerolVer mais

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Ser condecorado nas maiores irmandades do vinho é sempre uma experiência especial. Mas a honraria do Hospitaliers de Pomerol é, pessoalmente, ainda mais emocionante.

Quem me conhece, sabe da minha paixão pela uva Merlot. Não é à toa que a linha Enclos du Wine Hunter de Bordeaux tem foco nessa variedade. A Merlot é a rainha da região de Pomerol, é nesse terroir que ela se expressa de exuberante e inigualável.

Então, é claro que é uma grande honra ser condecorado nessa região e receber o título do Hospitaliers de Pomerol, ainda mais sendo apadrinhado por Christian Moueix.

Vicente Jorge assinando sua honraria do Hospitaliers de Pomerol

Christian Moueix é um enólogo francês e presidente da casa negociante Établissements Jean-Pierre Moueix, JPM, em Libourne, supervisionando a produção de várias propriedades em Saint-Émilion e Pomerol, incluindo o Château La Fleur-Pétrus e o Château Trotanoy. Além de ser o dono da Dominus Estate, em Napa Valley, na Califórnia.

Hospitaliers de Pomerol é uma irmandade do vinho que reacende a memória de um de seus lendários hospitais construídos durante o século XII, pela Ordem de São João de Jerusalém, hoje conhecida como Ordem de Malta.

Manu Brandão, Vicente Jorge e Christian Moueix.

Esses hospitais, construídos ao longo das principais rotas de peregrinação medievais que levam a Santiago de Compostela, tiveram que receber um grande número de peregrinos cristãos no passado distante. O estudo dos arquivos medievais mostra que o hospital de Pomerol era famoso pelo calor de sua recepção, bem como pela qualidade e virtudes de seu vinho, considerado revigorante e terapêutico.

A festa é uma celebração bárbara! A noite segue com pratos harmonizados com vinhos emblemáticos do Pomerol, Le Pin, Château Gazin, La Fleur Petrus e outros. Na nossa mesa o que mais rolou foi Petrus de safras diferentes.

Santé!

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Desbrave a sub-região de Côte d’Or, na Borgonha https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/06/10/desbrave-a-sub-regiao-de-cote-dor-na-borgonha/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/06/10/desbrave-a-sub-regiao-de-cote-dor-na-borgonha/#comments Tue, 10 Jun 2025 20:23:32 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=235 A sub-região de Côte d’Or é a mais nova denominação geográfica dentro da denominação regional da … Desbrave a sub-região de Côte d’Or, na BorgonhaVer mais

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A sub-região de Côte d’Or é a mais nova denominação geográfica dentro da denominação regional da Borgonha, na França.

Após a denominação ser oficializada em 2017, os produtores de Côte d’Or receberam o nome geográfico adicional “Bourgogne Côte d’Or” para os rótulos de seus vinhos. Porém, como em toda DO, o nome é exclusivo para vinhos que seguem certas regras.

O objetivo da Denominação Geográfica adicional é destacar o potencial da viticultura de Côte d’Or. Já que a AOC (Appellation d’Origine Contrôlée) é considerada a produtora dos melhores vinhos de toda a Borgonha.

A sub-região se estende por 40 aldeias ao longo de um trecho de 65 km de Dijon a Maranges, abrangendo Côte de Beaune no sul e Côte de Nuits no norte. Côte d’Or significa encosta dourada e tem esse nome por causa da coloração marrom-dourada que as folhas das suas videiras ganham no outono. 

Os vinhos

Os vinhos rotulados como “Bourgogne Côte d’Or” devem seguir normas específicas e, no caso dessa Denominação de Origem, só podem ser feitos exclusivamente com as uvas Chardonnay e Pinot Noir cultivadas dentro da sub-região de Côte d’Or.

Esses vinhos, em relação à qualidade, estão acima dos vinhos da Denominação Regional da Borgonha e daqueles rotulados simplesmente como Bourgogne. Por isso, os rendimentos das vinhas devem ser menores.

Os “Bourgogne Côte d’Or” tintos, normalmente, apresentam coloração vermelho cereja com reflexos de rubi escuro. No nariz, oferece aromas de cereja, groselha e amora, com notas de grenadine e peônia. Em boca, são redondos e delicados, com taninos finos e boa fruta, conduzindo a um final fresco e leve.

os brancos, costumam apresentar cor amarelo ouro pálido com tons de amarelo esverdeado prateado. Os aromas têm notas de limão, pêra e amêndoa, juntamente com anis, pêssego, hortelã e abacaxi. O final salino e cítrico revela toques aromáticos de alcaçuz e brioche.

É notável a evolução da viticultura local após a nova denominação ser oficializada. Em 2017, havia aproximadamente 200 hectares de Pinot Noir e cerca de 90 hectares de Chardonnay dentro da denominação. Hoje, estima-se que o total possa subir para mil hectares de plantação de cada casta.

De acordo com o The Bourgogne Wine Board (BIVB), a safra de vinhos tintos de 2018 foi 20% maior em relação à safra de 2017, com cerca de 1,6 milhão de garrafas. Sendo que a produção de vinho branco teve um aumento de 55%, no mesmo período, com 920 mil garrafas.

Côte de Nuits e Côte de Beaune

A sub-região de Côte d’Or abrange duas microrregiões, Côte de Nuits e Côte de Beaune. As duas zonas produtoras são historicamente consideradas as mais importantes da Borgonha.

A maior diferença entre as microrregiões é o estilo dos vinhos produzidos, já que cada uma está localizada em áreas com microclimas totalmente distintos.

Côte de Nuits

Situada ao norte de Côte d’Or, Côte de Nuits produz vinhos mais estruturados e de maior intensidade.

A microrregião de Côte de Nuits tem condições excepcionais de terroir, raras de encontrar em outros locais e com uma variedade de solos de alta qualidade.

Os tintos produzidos na região expressam particular elegância. E apenas cerca de 20% da produção é de vinhos brancos, sendo que a maioria dos Grand Crus brancos estão na região.

Côte de Beaune

Côte de Beaune está ao sul de Côte d’Or e seus vinhos entregam mais elegância e frescor.

Essa microrregião é especialmente conhecida pelos seus vinhos brancos, com vinhas ocupam 3000 hectares de área. Sendo que apenas 98 hectares correspondem a videiras de Pinot Noir.

É de Côte de Beaune que vem os mundialmente apreciados tintos Corton.

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Memórias do Wine Hunter – Um dia na tanoaria https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/06/10/vmemorias-do-wine-hunter-um-dia-na-tanoaria/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/06/10/vmemorias-do-wine-hunter-um-dia-na-tanoaria/#comments Tue, 10 Jun 2025 19:46:22 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=225 Uma visita a uma tanoaria é uma experiência muito enriquecedora para quem trabalha com vinhos e … Memórias do Wine Hunter – Um dia na tanoariaVer mais

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Uma visita a uma tanoaria é uma experiência muito enriquecedora para quem trabalha com vinhos e ama esse universo. 

A tanoaria é a prática da fabricação e no reparo de barricas de madeira, utilizadas para o envelhecimento de bebidas como vinho e aguardente. Quem se dedica a essa arte ancestral e fascinante são chamados de tanoeiros.

Há alguns anos, tive a oportunidade de passar um dia na Tonnellerie Sylvain, em Saint-Denis-de-Pile, a 50 minutos de Bordeaux, onde vi de perto os processos empregados nas barricas e pude entender como cada um deles fazem diferença na elaboração dos vinhos.

Quando se trata de barrica, tudo influencia no vinho final, o tipo de carvalho, tosta, maturação e tamanho. Influencia em tudo mesmo, até no preço do vinho.

Os barris de carvalho americano e francês são muito utilizados na vinificação, graças às suas características únicas que influenciam no sabor, aroma e textura dos vinhos. Porém, os barris de carvalho francês tendem a ser mais caros, por causa da menor disponibilidade e do processo de fabricação mais complexo.

Assim como as uvas, a origem do carvalho pode influenciar as características dos barris. Diferentes florestas na França e nos Estados Unidos podem produzir madeiras com propriedades distintas.

Os principais carvalhos de tanoaria e suas diferenças

Carvalho Branco Americano (Quercus alba)

O Carvalho Branco Americano é é nativo do leste da América do Norte e um símbolo das florestas temperadas. 

O custo inicial de uma barrica de Carvalho Branco Americano é de 400 dólares e suas árvores só podem ser cortadas depois de completarem 60 anos.

Características

Densidade: é menos denso, em comparação com outras espécies de carvalho, o que pode resultar em uma maior transferência de oxigênio e uma maturação mais rápida.

Taninos: possui taninos mais suaves e em menor quantidade do que o carvalho europeu.

Granulação: os grãos maiores facilitam a extração dos compostos da madeira.

Tostagem: geralmente, são mais frequentemente utilizados em níveis variados de tostagem para acentuar diferentes perfis de sabor.

Influência no vinho

Aromas: liberar mais rapidamente notas mais adocicadas e aromas intensos de baunilha, coco, caramelo e especiarias, além de um toque de coco verde.

Sabores: a maior permeabilidade da madeira permite uma troca mais intensa entre o vinho e a barrica, resultando em vinhos com taninos mais suaves contribuem para uma sensação de boca mais aveludada.

Cor: a madeira de Quercus alba tende a clarear a cor dos vinhos tintos e a intensificar a cor dos vinhos brancos.

Estrutura: confere aos vinhos uma estrutura mais ampla e volumosa.

Complexidade: os vinhos tendem a apresentar maior complexidade aromática, com notas de frutas maduras, especiarias e madeira tostada.

Carvalho Francês (Quercus robur e Quercus petraea)

O carvalho francês, especialmente as espécies Quercus robur e Quercus petraea, é considerado um dos mais nobres e tradicionais para a tanoaria.

O custo inicial de uma barrica é de 850 dólares e as árvores só podem ser cortadas com 150 anos.

Características

Densidade: A maior densidade resulta em uma menor transferência de oxigênio, permitindo uma maturação mais lenta e complexa.

Taninos: os taninos do carvalho francês são mais intensos e complexos, conferindo aos vinhos maior estrutura e taninos mais elegantes.

Granulação: os grãos são mais finos, o que resulta em uma liberação mais lenta e suave dos compostos da madeira.

Tostagem: também é utilizado em diferentes níveis de tostagem, mas geralmente os sabores são mais equilibrados e menos dominantes.

Influência no vinho

Aromas: proporciona notas mais sutis e elegantes de especiarias, chocolate, cedro e frutas secas, com menos intensidade que o carvalho americano.

Sabores: em boca, os vinhos são mais adocicados, frutados e volumosos.

Estrutura e taninos: confere aos vinhos uma estrutura mais firme e taninos mais elegantes, proporcionando um final de boca mais longo e persistente.

Envelhecimento: permite um envelhecimento mais lento e gradual do vinho, permitindo que os aromas se desenvolvam de forma mais harmoniosa.

Carvalho do Leste Europeu

O carvalho do Leste Europeu, proveniente da Hungria, Romênia, Rússia, Polônia e Croácia, tem se destacado cada vez mais na tanoaria.

O custo-benefício é um dos principais pontos que têm dado destaque a esse tipo de carvalho, já que é mais acessível em comparação ao carvalho francês e americano. Além da diversidade aromática, por ser cultivado em diferentes regiões.

Características

Densidade: apresenta uma densidade intermediária entre o carvalho francês e o americano, o que confere à madeira uma boa resistência e permeabilidade.

Granulação: varia bastante entre as diferentes regiões, mas em geral é mais aberta do que a do carvalho francês, permitindo uma maior oxigenação do vinho.

Taninos: são menos intensos e mais suaves do que os do carvalho francês, mas podem apresentar características únicas dependendo da região de origem.

Influência no vinho

Complexidade aromática: com notas de especiarias, coco, baunilha e defumadas.

Estrutura e taninos: contribuem para a estrutura do vinho, mas de forma mais suave em comparação com o carvalho francês.

Envelhecimento: permite um envelhecimento mais rápido do vinho em comparação ao carvalho francês, mas com resultados mais suaves e menos marcados.

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Memórias do Wine Hunter – Jurade de Saint-Émilion https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/06/10/memorias-do-wine-hunter-jurade-de-saint-emilion/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/06/10/memorias-do-wine-hunter-jurade-de-saint-emilion/#comments Tue, 10 Jun 2025 17:44:08 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=212 Saint-Émilion é um lugar com muito significado para mim: é a região dos vinhos mais elegantes … Memórias do Wine Hunter – Jurade de Saint-ÉmilionVer mais

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Saint-Émilion é um lugar com muito significado para mim: é a região dos vinhos mais elegantes do mundo, é onde nasceu a Enclos – minha marca de vinhos -, e a Merlot – a minha uva preferida. Então, uma das condecorações mais importantes para mim, sem dúvida, é a da Jurade de Saint-Émilion de 1199. Ter sido indicado para essa comenda me deixa muito orgulhoso.O wine hunter Vicente Jorge com a faixa da condecoração de Jurade de Saint-Émilion.

O Jurade de Saint-Émilion celebra a Festa da Primavera todo terceiro domingo de junho. Esse dia de festividades é, muitas vezes, uma oportunidade para empossar novos dignitários de Jurade que se tornarão embaixadores dos vinhos de Saint-Émilion

A Festa da Primavera tem suas raízes na longa história de Saint-Émilion e, como todas as festas tradicionais, está ligada ao ciclo da natureza. Em junho, os habitantes da jurisdição celebram a vida que anima as vinhas e que transforma as flores em promissores cachos de uvas.

Fui apadrinhado por Stéphanie Boüard-Rivoal, filha de Hubert de Boüard e que hoje está na direção do Château Angélus. A cerimônia se inicia na Mairie de Saint-Émilion, onde o grupo de indicados e confrades saem em uma procissão pelas ruelas da cidade, acompanhados por músicos de gaitas de fole até a torre, onde há um pronunciamento. Foi muito emocionante!

Em seguida, eu e Manu partimos para a nomeação, juramento e pronunciamento dos indicados na praça lateral, em frente ao portal que é cartão postal ícone da cidade. Aqui, enche de turistas e amantes de vinhos de todo o mundo, é muito comovente.

Seguimos para a catedral de Saint-Émilion, onde é realizada uma missa, uma bênção e o batismo, como era feito no passado. Simplesmente bárbaro.

Como dica, é uma época incrível para visitar Saint-Émilion, porém reserve com antecedência os hotéis e restaurantes, pois a cidade fica realmente cheia.

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Desvendando as classificações: França, AOC e IGP https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/05/23/desvendando-as-classificacoes-franca-aoc-e-igp/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/05/23/desvendando-as-classificacoes-franca-aoc-e-igp/#comments Fri, 23 May 2025 18:18:17 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=168 Existem milhares de denominações de origem diferentes pelo mundo do vinho e muitas se confundem. Por … Desvendando as classificações: França, AOC e IGPVer mais

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Existem milhares de denominações de origem diferentes pelo mundo do vinho e muitas se confundem. Por isso, vamos desvendar as classificações mais famosas da França, a AOC e a IGP.

Antigamente, os vinhos produzidos não tinham muita preocupação em manter padrões e apresentavam muitas variações, em sabor, aroma e coloração.

Os vinhos de mesmo rótulo mas com características totalmente diferentes passaram a prejudicar a indústria local. Assim, as primeiras delimitações geográficas de regiões vinícolas foram criadas e a Comissão Europeia instituiu os seus dois sistemas de qualidade: a AOC e a IGP.

A partir desses novos sistemas, os governos de cada país da União Europeia criaram suas classificações e métodos de garantir que os vinhos fossem feitos seguindo regras pré-estabelecidas.

Na França, em 1905, uma lei foi criada para fazer esse controle. E, em 1935, foi criado o Comité National des Appellations d’Origine (CNAO), em português Comissão Nacional das Denominações de Origem, que hoje é chamado de Instituto Nacional de Apelações de Origem.

Para definir quais seriam os parâmetros que iriam determinar a tipicidade e as características de cada terroir e dos vinhos de cada um, os principais produtores de cada região foram consultados pelos membros do Instituto Nacional de Apelações de Origem (INAO).

Porém, o papel do INAO não é garantir a qualidade dos vinhos, se o consumidor irá gostar ou não. O Instituto trabalha para assegurar a origem e a tipicidade do estilo das classificações da AOC e IGP. Além de certificar a autenticidade dos vinhos prontos para consumo, através de um painel de degustação, formado por um grupo de profissionais que analisam as bebidas.

AOC

A Appellation d’Origine Contrôlée (AOC), Denominação de Origem Controlada, em português, indica a qual região específica do país o vinho pertence.

A sigla AOC tem um vínculo mais forte com o lugar em que os vinhos são produzidos e representa a categoria superior dos vinhos franceses.

Essa classificação é a mais restritiva e controla cada um dos aspectos e métodos vitivinícolas da produção dos vinhos que devem ocorrer na região especificada. Por exemplo, as uvas utilizadas na elaboração da bebida devem ser provenientes exclusivamente da área geográfica onde o vinho é feito.

A AOC se subdivide em duas categorias, as mundialmente famosas Grand Cru e Premier Cru.

São mais de 400 vinhos de Denominação de Origem Controlada na França. Sendo que existem denominações geográficas dentro de cada uma dessas AOCs. Como a Borgonha, que é uma AOC com quatro apelações diferentes de hierarquia. Já a AOC de Mâcon tem 27 denominações geográficas complementares.

IGP

A Indication Géographique Protégée (IGP), Indicação Geográfica Protegida em português, classifica os vinhos de determinada região geográfica.

Essa classificação delimita os locais em que os vinhos devem ser feitos e em que as uvas devem estar plantadas. De acordo com a IGP, obrigatoriamente, no mínimo 75% das uvas usadas na produção de um vinho devem vir da mesma área geográfica de sua elaboração.

A IGP é uma classificação mais branda que não controla os aspectos e métodos vitivinícolas da produção. E por não seguir regras tão rígidas, a classificação IGP está abaixo da AOC na hierarquia dos vinhos franceses.

Dentro do IGP, na França, há três subníveis relativos à localização geográfica – o Regional, o Departamental e o Local -, que no total somam mais de 140 classificações de região.

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O que são Cabottes? Conheça os encantos dos vinhedos da Borgonha! https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/05/23/o-que-sao-cabottes-conheca-os-encantos-dos-vinhedos-da-borgonha/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/05/23/o-que-sao-cabottes-conheca-os-encantos-dos-vinhedos-da-borgonha/#respond Fri, 23 May 2025 15:33:34 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=156 Conheça os tradicionais Cabottes: as pequenas cabanas que são verdadeiros encantos nos vinhedos da Borgonha! Se … O que são Cabottes? Conheça os encantos dos vinhedos da Borgonha!Ver mais

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Conheça os tradicionais Cabottes: as pequenas cabanas que são verdadeiros encantos nos vinhedos da Borgonha!

Se você já visitou vinícolas na Borgonha e passeou pelos vinhedos dessa bela região francesa, com certeza já se deparou com pequenas casinhas redondas bem no meio das vinhas e plantações.

Essas cabanas são os Cabottes, construções típicas da Borgonha que se tornaram um elemento arquitetônico marcante da região. Sendo encontrados principalmente nos vinhedos das videiras Grand Cru mais valorizadas da Côte-d’Or.

Os Cabottes – que significa cabaninhas em português– começaram a ser construídos no século 19. Uma época em que a agricultura era a única subsistência e o mercado de vinho estava em crescimento e a mão de obra dos trabalhadores era barata.

As pequenas edificações foram criadas com o objetivo de servirem como pontos de descanso dos viticultores, principalmente na temporada de colheita. Como o trajeto até a sede da vinícola era longo, as cabanas foram uma solução para os trabalhadores almoçarem ou se refugiarem de tempestades.

Os Cabottes também eram muito utilizados como depósitos. Assim, as ferramentas podiam ser deixadas próximas ao local de trabalho durante a noite, o que facilita bastante o retorno às atividades no dia seguinte. Além de evitar que os instrumentos ficassem exposto

Com o decorrer dos anos e o avanço da tecnologia, os Cabottes passaram de abrigos para pontos turísticos.

Como são os cabottes?

Mais comumente encontrados entre as fileiras de videiras, ou próximos dos muros de “clos” (termo para designar os vinhedos murados), os Cabottes têm geralmente formato circular e com tetos baixos.

Eles foram construídos com uma técnica de construção a seco com seixo calcário, o mesmo que dá ao vinho da Borgonha sua mineralidade marcante.

Na sua próxima, ou primeira, visita à França, aproveite para conhecer os Cabottes e os encantos dos vinhedos da Borgonha!

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De quase extinta a fenômeno mundial, conheça a Viognier https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/04/15/de-quase-extinta-a-fenomeno-mundial-conheca-a-viognier/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/04/15/de-quase-extinta-a-fenomeno-mundial-conheca-a-viognier/#comments Tue, 15 Apr 2025 19:55:18 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=99 A Viognier tem uma origem antiga com uma longa história no mundo do vinho. Por quase … De quase extinta a fenômeno mundial, conheça a ViognierVer mais

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A Viognier tem uma origem antiga com uma longa história no mundo do vinho.

Por quase ter sido extinta, ela não é uma das uvas brancas mais conhecidas e mesmo assim conseguiu alcançar um lugar de destaque nas taças.

Esse fenômeno se deve ao seu caráter extremamente aromático. Seu perfil aromático é tão marcante que até deu nome à uva. O termo Viognier deriva do gênero botânico “viburnum”, que remete a flores de características aromáticas.

A Viognier vai além dos seus aromas. Saiba tudo sobre essa uva – possivelmente – francesa!

Origem

Não existe um consenso quando o assunto é a terra natal da Viognier.

Uma antiga lenda alega que a uva é nativa da região de Dálmata, na Croácia, e foi levada pelo Imperador Probus para a França, junto com a Syrah.

Porém, a ciência já atestou que isso é improvável. Análises modernas de DNA mostram que a Viognier está geneticamente relacionada à uva Mondeuse Blanche, fazendo parte do mesmo grupo que a Syrah. Isso indica que, muito provavelmente, a Viognier teve origem nas videiras selvagens do norte do Rhône.

A Viognier já esteve à beira da extinção. Assim como a Malbec, a uva teve suas videiras devastadas pela filoxera, chegando a ter uma área plantada com cerca de apenas 10 hectares em Condrieu.

Felizmente, os produtores franceses continuaram investindo na variedade e ela teve um crescimento significativo. Hoje, a França é o maior produtor de Viognier do mundo, sendo a uva um ícone do norte do Rhône.

Sua popularidade também cresceu em outros países, principalmente no Novo Mundo, como Califórnia, Austrália e Nova Zelândia, onde os produtores adoram inovações e têm cultivado amplamente a uva.

Os vinhos da Viognier 

Essa é uma uva extremamente versátil, o que significa que podemos encontrá-la em vinhos de diferentes estilos, sejam eles secos, levemente doces, fortificados e espumantes.

É no aroma que a Viognier brilha. A variedade vida dá vida a vinhos muito aromáticos, com notas sedutoras de tangerina, manga, damasco, madressilva, flores e pêssego. Quando o vinho passa por barrica, também é possível sentir aromas sutis de baunilha e tostado.

Mas o paladar não deixa a desejar. Os vinhos da Viognier são encorpados, oleosos e viscosos, com deliciosas notas florais e de pêssego maduro.

É comum encontrar a Viognier em blends com a Syrah, para dar ao vinho mais complexidade, elegância e até estabilizar a cor da bebida.

Características e cultivo

Com casca grossa e polpa amarela, a Viognier é uma casta suscetível a doenças, de baixo rendimento, colheita tardia e difícil cultivo. Isso torna necessário o uso de técnicas específicas de viticultura e vinificação.

Essa é uma uva que prefere terroirs com climas quentes e secos, a exposição solar é essencial para que ela amadureça corretamente. Porém, o calor intenso pode prejudicar as características mais marcantes da variedade.

É uma uva incrível, mas que requer cuidados especiais.

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Malbec, a uva francesa que fez fama em terras argentinas https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/04/11/malbec-a-uva-francesa-que-fez-fama-em-terras-argentinas/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/04/11/malbec-a-uva-francesa-que-fez-fama-em-terras-argentinas/#comments Fri, 11 Apr 2025 19:20:34 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=90 A Malbec é uma das uvas tintas mais cultivadas no Novo e no Velho Mundo, e … Malbec, a uva francesa que fez fama em terras argentinasVer mais

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A Malbec é uma das uvas tintas mais cultivadas no Novo e no Velho Mundo, e uma das mais tradicionais na produção de vinho.

Conhecida no mundo todo, é difícil achar um apreciador de vinhos que nunca tenha ao menos provado um bom Malbec.

Mas não foi na sua terra natal que ela ganhou sua merecida fama. A Malbec tem uma longa trajetória na estrada do vinho, conheça ela agora!

Origem

A Malbec é “irmã” da Merlot, as duas uvas são fruto de um cruzamento natural entre as variedades – também francesas, mas pouco conhecidas – Prunelard e Magdeleine Noire des Charentes.

A uva “nasceu” na região vitivinícola de Cahors, no sudoeste da França, onde também é conhecida como “Côt” ou “Auxerrois”. E apesar da região ser reconhecida por seus vinhos, a Malbec não ganhou tanto destaque por lá.

Foi apenas no século 18, a cerca de 200 quilômetros, quando chegou nos vinhedos de Bordeaux, que a Malbec começou a ganhar popularidade.

Em pouco tempo a casta se tornou uma das tintas mais cultivadas na região, passando a integrar o tradicional corte bordalês – ao lado da Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Carménère.

Mesmo conquistando os produtores de Bordeaux, a Malbec nunca alcançou um lugar ao lado das principais uvas tintas francesas. Isso se deve, principalmente, pelo surto de Filoxera na Europa que devastou boa parte das videiras da uva por toda a França.

Argentina à vista

Foi no dia 17 de abril de 1853 que a Malbec desembarcou na Argentina. Esse acontecimento se mostrou ser tão importante para a cultura vitivinícola do país que, desde 2001, nessa data é comemorado o Dia Mundial da Malbec.

A uva chegou ao país por ordem do presidente argentino Domingo Faustino Sarmiento, que contratou o agrônomo francês Michel Pouget para iniciar um programa de melhoria nos vinhedos de Mendoza e o encarregou de trazer as uvas da França.

Graças a sua ótima adaptação ao terroir argentino, no início do século 20 a uva já era encontrada em vinhos varietais.

Com os rótulos argentinos da uva ganhando cada vez mais destaque no mercado nacional e começando a chamar atenção dos consumidores internacionais, os produtores passaram a investir em especialização e melhorias dos seus vinhos. Assim, o Malbec argentino conquistou o mundo com sua qualidade e tipicidade.

A Argentina é o país que mais produz a uva, com mais de 75% de toda a área cultivada no mundo.

Malbec argentina VS. Malbec francesa

Diferentes terroirs originam diferentes vinhos, mesmo que sejam feitos com a mesma uva.

Sabor de Novo Mundo

Na Argentina, o vinho da Malbec ganha novos sabores: frutados de amora, ameixa e cereja preta; chocolate ao leite; cacau em pó; flores de violeta; e couro. Além das notas adocicadas de tabaco no final, quando tem mais tempo de envelhecimento em carvalho.

O Malbec argentino também se diferencia por seus taninos mais presentes e a textura mais aveludada.

Malbec à francesa

No terroir de Cahors, o vinho ganha sabores de groselha ácida, ameixa preta e um amargor saboroso, frequentemente descrito como verde no início. Há maior acidez, proveniente dos sabores descritos como pimenta-do-reino e especiarias.

Por causa do tanino moderado e menor teor alcoólico, o Malbec francês tende a envelhecer por mais tempo.

Características e cultivo

Os cachos da Malbec são de tamanho médio e formato cônico, com bagos médios e que chamam atenção pela coloração intensa.

A Malbec tem dificuldade em manter a acidez em altitudes mais baixas. Então, quanto mais alto, melhor. Já que locais mais elevados oferecem uma grande variação de temperatura, com noites frias e dias ensolarados. Essa variedade adora a luz do Sol que ajuda a amadurecer as cascas grossas.

Mesmo em seu terroir favorito, essa é uma uva mais suscetível a pragas e que demanda cuidados.

Para a produção de vinhos de maior qualidade, recomenda-se seu cultivo com o sistema de condução com espaldeira baixa e rendimentos limitados.

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Alsácia, a Alemanha francesa dona de vinhos brancos de excelência https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/04/03/alsacia-a-alemanha-francesa-dona-de-vinhos-brancos-de-excelencia/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/04/03/alsacia-a-alemanha-francesa-dona-de-vinhos-brancos-de-excelencia/#comments Thu, 03 Apr 2025 20:19:10 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=61 Conheça a peculiar e única Alsácia, a região que é a verdadeira Alemanha francesa e é … Alsácia, a Alemanha francesa dona de vinhos brancos de excelênciaVer mais

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Conheça a peculiar e única Alsácia, a região que é a verdadeira Alemanha francesa e é dona dos melhores vinhos brancos do mundo!

A Alsácia está localizada na fronteira entre a França e a Alemanha, e esteve por muitos anos sob domínio alemão. É a mescla perfeita da cultura alemã e francesa que resulta numa riquíssima identidade.

A região ficou conhecida mundialmente por seus vinhos brancos de alta qualidade e é uma das melhores produtoras do estilo.

Mesmo sendo a menor região da França, a Alsácia tem a maior diversidade geológica do país e suas características são inigualáveis a qualquer outra. É um lugar realmente único!

Terroir, vinhos e uvas

A principal característica do terroir alsaciano é sua ampla diversidade geológica, um verdadeiro mosaico que dá vida a vinhos de personalidade única e complexa.

A variedade do solo vai do granito ao calcário, passando pela argila, xisto, areia e greda. Isso faz com que seus vinhos expressem muito mais a identidade do terroir do que a identidade da uva. Algo que não acontece em outras áreas produtoras da França.

Não é à toa que a região se tornou conhecida por seus exemplares brancos, 92% dos vinhos elaborados na Alsácia são brancos. Os 8% restantes são responsáveis por vinhos tintos leves e fantásticos vinhos de sobremesa.

A região também tem suas castas nobres. Com quase todos os rótulos sendo elaborados a partir de uma única variedade, as principais uvas autorizadas para a produção de brancos são Riesling, Gewürztraminer, Pinot Gris, Pinot Blanc e Moscato.

Seus vinhos são finos, complexos e muito elegantes, com muito sabor e refrescância.

Sistema de denominação na Alsácia

Já conhecido pelos apreciadores de vinhos, o AOC (Appellation d’Origine Contrôlée) é o sistema de denominação e classificação da França. E na região da Alsácia, há três AOCs diferentes: Alsace AOC, Alsace Grands Crus AOC e Crémant d’Alsace AOC.

– Alsace AOC

O Alsace AOC é a principal denominação da região. Essa classificação inclui apenas vinhos varietais que são nomeados por sua uva, e não pelo château ou vinhedo que originou o vinho.

Quando a variedade utilizada na elaboração da bebida não é citada no rótulo, se torna um vinho de corte, nesse caso.

– Alsace Grands Crus AOC

Na França, os vinhos Grand Cru são aqueles elaborados a partir de videiras especiais, que dão origem a uvas extraordinárias, e representam a mais alta nobreza dos vinhos.

Os rótulos Alsace Grands Crus AOC devem apresentar o nome da uva e o do vinhedo.

Na Alsácia, apenas 51 vinhedos tiveram a honra de receber essa classificação, o que representa 5% do total produzido na região.

– Crémant d’Alsace AOC

O Crémant d’Alsace AOC é a classificação dos espumantes da Alsácia, sempre produzidos através do método tradicional e podendo ser vinhos brancos ou rosés.

Sendo que só podem receber essa denominação se forem elaborados com uvas específicas: Pinot Noir, Riesling, Chardonnay, Pinot Blanc e Pinot Gris.

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