Arquivo de Curiosidades - Blog Enclos https://blog.enclosvinhos.com.br/tag/curiosidades/ Meu site Tue, 14 Apr 2026 15:28:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://blog.enclosvinhos.com.br/wp-content/uploads/2025/03/cropped-enclos_favicon2-32x32.png Arquivo de Curiosidades - Blog Enclos https://blog.enclosvinhos.com.br/tag/curiosidades/ 32 32 Vinho e altitude: como a altitude pode influenciar no vinho? https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/04/14/vinho-e-altitude-como-a-altitude-pode-influenciar-no-vinho/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/04/14/vinho-e-altitude-como-a-altitude-pode-influenciar-no-vinho/#respond Tue, 14 Apr 2026 15:28:16 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=623 Qualquer apreciador de vinhos, iniciante ou profissional, sabe que o terroir é um elemento primordial para … Vinho e altitude: como a altitude pode influenciar no vinho?Ver mais

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Qualquer apreciador de vinhos, iniciante ou profissional, sabe que o terroir é um elemento primordial para a qualidade da uva e consequentemente da bebida. Entre esse conjunto de aspectos naturais, como clima, características do solo e do terreno, está a altitude como um forte fator de influência sobre o vinho. 

Quando um terroir é considerado de altitude?

Um terroir de altitude é aquele localizado em uma região que se encontra em um alto nível acima do mar e a partir de mil metros de altitude. Normalmente, são regiões montanhosas, como a Cordilheira dos Andes, e de clima frio.

Diversas regiões do mundo possuem características de terroir para produzir vinhos de altitude, como a Itália. Mas a maioria delas está aqui na América do Sul, com produtores no Chile, Argentina que tem videiras plantadas a 3 mil metros acima do nível do mar, e o Brasil.

Nesse cenário, no Brasil, Santa Catarina se destaca, tendo até mesmo sua própria Rota dos Vinhos de Altitude de Santa Catarina.

Como a altitude influencia o vinho?

Terrenos mais altos têm condições bastante particulares de temperatura, luz e ar. E essas condições afetam as vinheiras e a maturação das uvas.

Temperatura

Em regiões mais altas, há grande amplitude térmica – que é a diferença de temperatura máxima e mínima registradas entre um período. Normalmente, nessas áreas o dia é quente, o que leva à maturação correta da uva, enquanto a noite tem temperaturas muito mais frias, permitindo que a vinha descanse e retenha maior acidez e frescor. 

As condições dessa amplitude térmica são excelentes para o cultivo de videiras, fazendo com que as uvas amadureçam lentamente e mantenham uma boa acidez, que dará vida e frescor ao vinho. Além de favorecer o acúmulo de características frutadas.

Luz solar

A incidência de luz é outro fator que influencia no vinho, já que afeta diretamente a quantidade de açúcar que se concentra nas uvas. Apesar da maior radiação solar, a retenção do calor é bem menor.

Isso faz com que as uvas apresentem um aumento da espessura das cascas, o que gera maior quantidade de taninos e antocianos. Ou seja, os vinhos terão uma coloração mais intensa, por causa dos antocianos. E os taninos, mesmo em maior nível, são mais maduros, redondos e suaves.

Ar 

O ar rarefeito, menor porcentagem de dióxido de carbono e oxigênio das maiores altitudes também causam o aumento dos níveis taninos e antocianos

De forma geral, todas essas características dos terroirs altos dão origem a vinhos mais frescos e de maior acidez. E como as variedades brancas se adaptam melhor a essas condições, há uma predominância de vinhos de altitude brancos com acidez elevada e o teor alcoólico mais harmonioso.

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O que é a viticultura biodinâmica? https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/04/14/o-que-e-a-viticultura-biodinamica/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/04/14/o-que-e-a-viticultura-biodinamica/#respond Tue, 14 Apr 2026 15:09:08 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=620 A procura por produtos naturais, cruelty-free e amigos do ambiente é uma tendência mundial que veio … O que é a viticultura biodinâmica?Ver mais

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A procura por produtos naturais, cruelty-free e amigos do ambiente é uma tendência mundial que veio e ficou. No mundo dos vinhos não é diferente. E seguindo a onda dos vinhos orgânicos e veganos, a viticultura biodinâmica está com destaque.

Mas, afinal, o que é essa nova forma de produzir vinhos? E o que é biodinâmico?

A agricultura biodinâmica

Os fundamentos da agricultura biodinâmica surgiram em 1924, criados por Rudolf Steiner.

O principal objetivo da agricultura biodinâmica é transformar o sistema agrícola em um organismo harmonioso, considerando aspectos ecológicos, sociais, técnicos, econômicos, fenomenológicos e cósmicos.

A biodinâmica traz uma visão abrangente que propõe o equilíbrio de todos os seres que convivem dentro de uma propriedade agrícola.

O conceito orgânico é intrínseco ao biodinâmico. Ou seja, a agricultura biodinâmica não utiliza adubos químicos, agrotóxicos, herbicidas, sementes transgênicas, antibióticos ou hormônios.

Mas algo deve substituir esses compostos. A biodinâmica usa preparados homeopáticos naturais à base de esterco, resíduos vegetais, farinha de ossos, plantas, entre outros. 

Além de incentivar o uso de técnicas de preservação do solo e condenar ações que reduzem a matéria orgânica da terra, como desmatamento, queimadas, excessiva mecanização no campo, práticas irregulares de irrigação, e outras práticas.

A astrologia e os cosmos

Talvez essa seja a característica mais curiosa da agricultura biodinâmica: a relação do cultivo com a astrologia e as fases da Lua.

Na agricultura biodinâmica, as plantas são influenciadas pelos movimentos da Lua, do Sol e das constelações. Por isso, considera-se o Calendário Astronômico Agrícola para orientar os melhores momentos para o plantio, colheita, podas, e outros tratos da terra. 

As fases da Lua

Lua ascendente: simula as estações da primavera e verão. É considerado o período ideal para colheita, enxertia e aplicação dos tratamentos. 

Lua descendente: que simula as estações outono e inverno. É a época ideal para plantio, poda, desfolha e outras práticas de manejo.

Viticultura biodinâmica

Na prática da viticultura biodinâmica, há uma atenção aos benefícios da redução do uso de agroquímicos e seus efeitos na vinificação. Já que os compostos desses químicos afetam cor, aromas e sabores dos vinhos. 

O uso de inseticidas, herbicidas e adubos químicos destrói a maior parte das leveduras presentes nas vinhas. Por isso, a adição de leveduras selecionadas, clonadas ou geneticamente modificadas tornou-se uma prática comum. Porém, na viticultura biodinâmica, as leveduras indígenas dos vinhedos são preservadas, acentuando a expressão do terroir nos vinhos produzidos. 

Apesar de a agricultura biodinâmica ser contra o uso de químicos, existem concessões. Como o uso de quantidades mínimas de cobre e enxofre para evitar certas pragas. Essa exceção se deve pelo fato de não existir rotação de cultura na viticultura. As vinhas permanecem no mesmo solo por muitos anos, o que impede a revitalização dos solos e faz com que a videira enfraqueça, ficando sujeita às pragas. 

A viticultura biodinâmica, em comparação às práticas convencionais de agricultura, requer mais trabalho manual e maior envolvimento direto com o cuidado das videiras.

Vinhos biodinâmicos 

A prática biodinâmica na viticultura não prejudica em nada a análise sensorial, mas, com certeza, intensifica os aromas e sabores.

Isso porque a uva desse tipo de cultivo tem um processo de acúmulo de açúcares diferente do cultivo tradicional, o que ajuda a acentuar o terroir no vinho.

Além da maior expressividade de aroma e sabor, o vinho biodinâmico é considerado mais saudável.

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Lugar de mulher é no mundo do vinho https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/03/05/lugar-de-mulher-e-no-mundo-do-vinho/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/03/05/lugar-de-mulher-e-no-mundo-do-vinho/#respond Thu, 05 Mar 2026 14:50:25 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=607 As mulheres dominam o mundo, e com o vinho não poderia ser diferente. Afinal, o mundo … Lugar de mulher é no mundo do vinhoVer mais

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As mulheres dominam o mundo, e com o vinho não poderia ser diferente. Afinal, o mundo do vinho é para mulher sim!

Desde que o vinho é vinho, as mulheres estão envolvidas com a bebida. As primeiras mulheres sommelières apareceram há 3 mil anos, na Babilônia, durante o período da Antiguidade.

No Antigo Egito, várias gravuras atestam o lugar importante das mulheres no trabalho da videira. Além de apreciarem a bebida, seu papel era escolher e servi-la.

Infelizmente, em outras sociedades, como as romanas e gregas, o mesmo não acontecia. O que atrasou por muito tempo a entrada das mulheres na indústria vitivinícola. Mas assim que chegaram, mostraram que vieram para ficar.

Cada vez mais mulheres estão assumindo papéis de liderança, como enólogas, sommelières e donas de vinícolas de destaque.

A taxa de sucesso das mulheres nos exames de qualificação Masters of Wine está em constante crescimento e já são 138 mulheres com o título.

“As mulheres têm grandes habilidades de degustação, realizando com mais precisão e consistência às suas análises”, aponta Jancis Robinson.

(Apenas alguns) grandes nomes de mulheres do mundo do vinho

A contribuição das mulheres foi essencial para o aumento da valorização, qualidade e até a perpetuação de alguns vinhos.

Dorina, Júlia e Luísa Lindemann

Nascida numa família apaixonada pelo vinho português, Dorina fundou a Quinta da Plansel que significa Plantas Selecionadas —, onde ela honra as castas alentejanas. Hoje, ela conta com a ajuda das suas duas filhas, Júlia e Luísa, para dar continuidade ao legado da família e ao amor pelo terroir do Alentejo.

Jancis Robinson 

Além de ser a primeira mulher a se tornar Masters of Wine, é uma talentosa escritora sobre o mundo do vinho, como crítica internacional e consultora oficial da adega do Palácio de Buckingham, em Londres.

Ferreirinha

Antônia Adelaide Ferreira, mais conhecida como Ferreirinha, se tornou uma das primeiras grandes empresárias do vinho em Portugal. Apesar de sua história ser quase desconhecida e receber pouca atenção, Ferreirinha foi uma figura memorável no Alto Douro vinhateiro.

Donatella Cinelli 

Na região da Toscana, Donatella Cinelli fundou o Movimento do Turismo del Vino, que colocou a Itália como um dos principais destinos enoturísticos do mundo. Ela também é a fundadora da vinícola Casato Prime Donne, em Montalcino, onde só trabalham mulheres, que produzem grandes Brunellos.

Susana Balbo 

Susana Balbo foi a primeira mulher a se formar em enologia na Argentina, em 1981. Seu talento inegável a levou a fundar a Susana Balbo Wines, uma vinícola de renome mundial que tornou a Torrontés em um ícone argentino. 

Baronesa Philippine de Rothschild

A Baronesa foi uma das mulheres mais importantes na história do vinho contemporâneo. Em 1988, ela assumiu o negócio da família e decidiu expandir a empresa para o Chile, uma decisão extremamente bem-sucedida que proporcionou ao mundo o Almaviva.

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O que é um vinho austero? https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/02/24/o-que-e-um-vinho-austero/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/02/24/o-que-e-um-vinho-austero/#respond Tue, 24 Feb 2026 20:37:57 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=602 O glossário do vinho é um verdadeiro dicionário, com inúmeras expressões, significados e terminologias, como o … O que é um vinho austero?Ver mais

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O glossário do vinho é um verdadeiro dicionário, com inúmeras expressões, significados e terminologias, como o termo austero. 

A palavra austero caracteriza algo como sendo formal e sério; desprovido de adornos, excessos. Mas o que é um vinho austero?

É o vinho que causa estranhamento no olfato e no paladar logo no primeiro gole. É sério, ácido, forte e com taninos muito acentuados.

Além dessas expressões marcantes, no vinho austero, os aromas e sabores são tão suaves, sutis e pouco frutados que é praticamente como se não existissem.

Essas características do vinho austero podem indicar detalhes sobre a origem, normalmente vindo de climas frios, ou idade do vinho

Quanto à idade, é comum que um vinho com esses atributos tenha sido aberto antes da hora. Muitas vezes é jovem e precise de mais tempo de guarda para evoluir ou florescer. Rótulos considerados excepcionais apresentam essas características quando jovens.

Normalmente, o que dá aos vinhos essas características é o momento da colheita da uva, o tempo que o vinho passa com as cascas durante a vinificação e o processo de envelhecimento.

Quando as uvas são colhidas muito cedo, antes do tempo ideal, os aromas são sacrificados. O vinho ganha textura, mas o sabor é extremamente prejudicado. Muitas regiões estão fazendo a vindima mais cedo devido à mudança climática e à popularidade de vinhos com alta acidez. 

Como “melhorar” um vinho austero?

Se você, ao abrir uma garrafa, se deparar com um vinho pobre em aroma e praticamente sem gosto, é possível reverter um pouco a situação.

Decantar o vinho é uma ótima forma de potencializar os aromas. Mas também fique atento à temperatura de serviço, principalmente no caso de vinhos brancos. 

Quando os aromas são muito suaves, aumente um pouco a temperatura do vinho.

Se essas dicas não forem o suficiente, aposte em uma harmonização com um prato mais potente e expressivo, para equilibrar.

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Veraison: a dança de cores das uvas tintas https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/02/24/veraison-a-danca-de-cores-das-uvas-tintas/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/02/24/veraison-a-danca-de-cores-das-uvas-tintas/#respond Tue, 24 Feb 2026 20:23:34 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=599 Veraison é um termo francês que foi adotado ao redor do mundo do vinho para designar … Veraison: a dança de cores das uvas tintasVer mais

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Veraison é um termo francês que foi adotado ao redor do mundo do vinho para designar o momento mais importante no ciclo de vida anual de uma videira: o início da maturação, quando as uvas começam a mudar de cor, do verde para o vermelho.

Essa mudança de cor, junto com o desenvolvimento de outros polifenóis, é uma proteção da uva contra o sol e o vento.

Antes e depois da veraison

Antes da veraison, os bagos das uvas são pequenas, duras, altamente ácidas e de cor verde devido à presença de clorofila. Pois o foco da videira é a criação de energia através da fotossíntese.

Quando esse processo de amadurecimento começa, a vinha muda seu foco para o consumo de energia e começa a transportar suas reservas de energia das raízes para as uvas. Então, a clorofila é substituída por antocianinas – nas uvas vermelhas – ou carotenoides – nas uvas brancas -, açúcares e outros nutrientes.

Depois da veraison, o tamanho dos bagos aumentam à medida que acumulam açúcares e começam a desenvolver compostos aromáticos. É também nessa etapa que os níveis de acidez começam a cair.

Tudo depende do clima e da uva

A veraison é um momento importante que muda não só as uvas, mas também a forma como os viticultores cuidam de suas vinhas. Isso porque cada região e cada casta requerem cuidados diferentes para atingir uma maturação perfeita.

Em climas mais frios, é comum que viticultores optem por podar os cachos de cada videira para garantir que os cachos restantes recebam mais nutrientes e açúcares das raízes. Já em regiões mais quentes, alguns produtores optam por cortar as folhas para diminuir a taxa de amadurecimento e o acúmulo de açúcares, atrasando o amadurecimento para quando as temperaturas são mais baixas.

 Em regiões com animais que prejudicam a produção, os vinhedos podem ser cobertos com redes para evitar que as uvas sejam comidas.

Quanto aos tipos de uva, algumas variedades amadurecem de forma mais desigual. Alguns cachos podem ter bagas prontas e maduras, e outras ainda verdes ao mesmo. Esse  amadurecimento extremamente desigual é chamado de millerandage e pode produzir vinhos com cheiro doce, mas com sabor desequilibrado.

O amadurecimento irregular ocorre mais na Pinot Noir, Sangiovese, Malbec, Gewürztraminer e Zinfandel. Por isso são consideradas das uvas mais difíceis de cultivar.

E as uvas brancas?

A veraison também ocorre nas uvas brancas, mas sem as mudanças de cor. As uvas brancas simplesmente se tornam mais translúcidas.

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A temida ressaca do vinho: dicas para evitar e curar a pós bebedeira https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/01/22/a-temida-ressaca-do-vinho-dicas-para-evitar-e-curar-a-pos-bebedeira/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/01/22/a-temida-ressaca-do-vinho-dicas-para-evitar-e-curar-a-pos-bebedeira/#respond Thu, 22 Jan 2026 20:25:19 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=581 Se você faz parte do grupo de pessoas que acreditam que a ressaca do vinho é … A temida ressaca do vinho: dicas para evitar e curar a pós bebedeiraVer mais

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Se você faz parte do grupo de pessoas que acreditam que a ressaca do vinho é a pior de todas, saiba que você não está errado!

Uma pesquisa do National Drug Research Institute, na  Austrália, determinou que entre todas as bebidas, o vinho é a que causa a ressaca mais catastrófica. E quanto mais escuro e encorpado o vinho, pior será o dia seguinte.

Mesmo que a ressaca dos vinhos brancos e champanhe seja mais branda, não significa que o consumo em excesso não cause danos. Afinal, a gravidade da ressaca está de acordo com a quantidade de bebida consumida.

Confira dicas para você evitar a ressaca do vinho. Mas se já está com você, veja dicas de como superá-la!

3 dicas para evitar a ressaca do vinho

1) Água sempre em mãos

A principal causa da ressaca é a desidratação e ela acontece porque o álcool é um diurético. Ou seja, a ingestão de bebidas alcoólicas provoca excesso de urina e, consequentemente, perda rápida de água.

Mas a urina não expele apenas água, junto vão sais minerais importantes para o bom funcionamento do corpo. Quanto mais urina é eliminada, mais desidratado fica o corpo.

Por isso, é essencial ingerir bastante água entre uma taça de vinho e outra.

2) É proibido fumar!

Muitas pessoas adoram acender um cigarro na hora de ingerir bebidas alcoólicas. Mas saiba que misturar o vinho com o consumo de outras substâncias pode render uma ressaca ainda pior.

Isso acontece porque o cigarro pode retardar o processo de desintoxicação do álcool no corpo. 

3) Quanto mais natural, melhor

Quanto mais aditivos o vinho tiver, piores serão os sintomas da ressaca no dia seguinte. Por isso, aposte pelos rótulos orgânicos, biodinâmicos, veganos e os mais naturais possível.

A tendência dos vinhos “naturebas” faz bem para a saúde até na hora da ressaca.

5 dicas para curar a ressaca do vinho

1) Água, a melhor amiga da ressaca

A água é o remédio número um contra a ressaca do vinho – e de qualquer outra bebida.

Beber bastante água permite que o organismo se reidrate e reponha as substâncias perdidas.

2) Sem jejum

O enjoo e incômodos no estômago são alguns dos sintomas mais comuns da ressaca. Mas, como o jejum só piora esse quadro, consuma alimentos normalmente a cada três horas para dar tempo para o seu estômago se recuperar de maneira saudável. 

Porém, por mais que a ressaca peça por um “podrão”ou comidas mais pesadas, os alimentos gordurosos não ajudam em nada a recuperação. 

Para ajudar o estômago a se recuperar da melhor forma, consuma pratos leves, como salada, ovo, arroz integral e verduras escuras. 

3) E sem café

A maioria das pessoas acreditam que o café é um grande aliado da ressaca. Mas, na verdade, ele é uma bebida diurética que acelera a desidratação do corpo.

Mesmo que o café seja ótimo para despertar e pode até combater a dor de cabeça, ele age de forma oposta ao que o seu organismo precisa, que é a retenção de  líquidos. 

4) Aposte nas frutas e em sucos naturais

Tanto as frutas in natura quanto os sucos naturais fornecem boas doses de vitaminas, minerais e substâncias antioxidantes que favorecem a desintoxicação do organismo. O açúcar natural também ajuda a repor os níveis de glicose sem exageros.

Dê preferência para aquelas com alto conteúdo de água, como melancia, melão, maçã e pera. Apenas evite frutas mais ácidas que podem deixar o estômago ainda mais irritado.

5) Descanse 

Acordou com ressaca? Tome um banho quente e apenas descanse, assim, seu corpo irá se recuperar mais rápido.

Aproveite o descanso para fazer um detox tecnológico. A sensibilidade à luz, incluindo a luminosidade das telas, durante a ressaca é maior. Desligue tudo e deixe seu organismo se revigorar.

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A origem do milenar ritual do brinde nas comemorações https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/01/20/a-origem-do-milenar-ritual-do-brinde-nas-comemoracoes/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/01/20/a-origem-do-milenar-ritual-do-brinde-nas-comemoracoes/#respond Tue, 20 Jan 2026 13:52:33 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=572 O ritual do brinde já é um costume milenar e universal, que se espalhou para todas … A origem do milenar ritual do brinde nas comemoraçõesVer mais

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O ritual do brinde já é um costume milenar e universal, que se espalhou para todas as culturas do mundo.

Independente do motivo ou da celebração, pode ser a comemoração de uma conquista, festas de fim de ano, aniversário de nascimento ou casamento. Todo encontro especial rende um brinde animado.

Apesar da origem do costume de brindar não ter sido determinada, acredita-se que essa tradição surgiu na Grécia.

A primeira hipótese para o início da tradição do brinde remete a um ritual dos gregos e dos fenícios. Em suas celebrações, eles erguiam suas taças como uma forma de oferenda simbólica aos deuses de suas crenças, para lhes saciar a sede.

Na Roma Antiga, um hábito bem parecido se tornou comum: derramar um pouco da bebida no chão para os deuses provarem. Seria similar ao que, no Brasil, chamamos de “dar um gole para o santo”.

Outra teoria para a origem do brinde é que ela veio dos gregos e dos romanos. Antigamente, o envenenamento era uma forma muito comum dos convidados de um banquete matarem os inimigos. Por isso, para ter certeza que a bebida estava segura, o anfitrião e o convidado trocavam os seus copos na hora de beber o primeiro gole. Acredita-se também que, a partir dessa demonstração de confiança, surgiu o hábito de desejar saúde aos que estão à mesa na hora de brindar.

Cheers, santé ou saúde?

Todo brinde, não importa o lugar do mundo, é acompanhado por algum brado de celebração. Mas a maioria das culturas usa a sua versão da palavra “saúde”. 

Há também quem mantenha tradições seculares, como a Dinamarca e a Noruega, que brindam com a palavra “caveira” (Skäl que se pronuncia “skol”). A prática vem do costume Viking, que usavam o crânio de seus inimigos como copos.

  • Alemanha: Prost
  • Brasil e Portugal: Saúde
  • Espanha: Salud
  • Estados Unidos, Irlanda e Reino Unido: Cheers
  • França: Santé ou Salut
  • Itália: Salute

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Existem vinhos realmente zero açúcar? https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/06/13/existem-vinhos-realmente-zero-acucar/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2025/06/13/existem-vinhos-realmente-zero-acucar/#respond Fri, 13 Jun 2025 19:03:58 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=275 A tendência da busca por uma vida mais saudável e a redução do consumo de açúcar … Existem vinhos realmente zero açúcar?Ver mais

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A tendência da busca por uma vida mais saudável e a redução do consumo de açúcar levou a uma procura por vinhos com baixo ou nenhum teor de açúcar. Mas existem vinhos totalmente zero açúcar?

A resposta é sim!

De acordo com a definição padrão, vinho “zero açúcar” é qualquer vinho que tenha uma concentração de 1 grama por litro ou menos de açúcares residuais

O que torna possível que vinhos sejam rotulados e comercializados como “vinho zero açúcar”, desde que apresentem baixa concentração de açúcares residuais.

Mas a resposta também é não!

Afinal, todo álcool é derivado da glicose e, portanto, o açúcar é um ingrediente essencial para a criação do álcool. Durante a fermentação de todo álcool, como o vinho, os açúcares naturais se convertem em dióxido de carbono e álcool etílico.

Açúcar adicionado OU açúcar residual

Açúcar adicionado

Para atingir o resultado desejado, alguns produtores de vinho fazem a adição de açúcar. Seja para adoçar o vinho ou para aumentar o teor alcoólico do vinho durante o processo de fermentação.

Esse processo de adicionar o açúcar na vinificação é chamado de chaptalização e está geralmente associado a produtores de vinho de qualidade inferior. Sendo que, em algumas regiões do mundo, a chaptalização é ilegal

Açúcar residual

No processo de fermentação, as leveduras se alimentam do açúcar natural para transformá-lo em álcool.

O açúcar residual é o açúcar natural da uva que sobra e fica no vinho no final da fermentação.

A quantidade de açúcar natural no vinho depende de três fatores: da variedade da uva, do momento da colheita e do estilo de vinho que o enólogo quer criar. 

O primeiro vinho zero açúcar do mundo

A Pure The Winery é a pioneira mundial dos vinhos zero açúcar

A vinícola italiana desenvolveu técnicas inéditas para converter todos os açúcares naturais das uvas em álcool. Uma delas é a adição de uma família de leveduras capaz de consumir todo o açúcar natural.

Em complemento às leveduras especiais, a colheita ocorre no momento exato da maturação, quando o açúcar fermentável produzido naturalmente pelas uvas está na superfície e os açúcares não fermentáveis ainda não foram desenvolvidos.

Segundo Yamila Ale, diretora geral da PURE na Espanha, “Realizamos um processo único de fermentação de uvas com características particulares de pureza que fazem com que o açúcar se metabolize graças a essa técnica, o vinho mantém 10,5% Vol de graduação alcoólica e perde todo o açúcar”.

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Apesar de ser conhecido como um vinho de garrafão, no Brasil, o Sangue de Boi, o vinho que virou lenda, é originário da Hungria e tem uma história curiosa.

Em 1552, o Castelo de Eger, na cidade de Eger, na Hungria, foi cercado por invasores do exército turco. Após cinco semanas de cerco, os turcos começaram a inundar o castelo e para derrotar os inimigos de forma definitiva, o capitão das tropas do Castelo de Eger, István Dobó, formou uma estratégia realmente histórica.

Para restaurar a motivação e garra dos soldados responsáveis pela proteção do castelo da cidade, foi realizado um banquete farto, com grandes porções de comida e, principalmente, muitos e muitos litros de vinho tinto da cave do castelo

Quando os soldados húngaros partiram para a batalha, após o grandioso banquete regado a vinho, seus uniformes estavam com manchas vermelhas e seus ânimos estavam muito mais exaltados

As tropas turcas, quando viram as manchas nas roupas e o novo espírito de batalha dos seus oponentes, pensaram que o exército de Eger tinham bebido sangue de touro, que lhes encheram de força e até de um poder sobrenatural. Com muito medo, os soldados da Turquia recuaram e abandonaram o cerco. Para os turcos supersticiosos, essa era a única explicação para a determinação dos húngaros.

A tática do Capitão István Dobó foi tão bem sucedida que levou mais de 40 anos para que os turcos se ousassem a atacar o castelo novamente.

Após a vitória, o vinho servido ao exército do castelo foi nomeado de Sangue de Boi – Egri Bikavér em húngaro. E assim nasceu a lenda do vinho mais famoso da Hungria.

O vinho Egri Bikavér

O Egri Bikavér, que se tornou o vinho tinto mais famoso da Hungria, foi produzido pela primeira vez na região vinícola da cidade e, é claro, do Castelo de Eger.

Tradicionalmente, o Egri Bikavér é elaborado a partir da mistura das variedades Kadarka e Kékfrankos e mais 11 uvas autorizadas. As outras castas que podem fazer parte desse grande varietal são as tintas: Bíbor Kadarka, Blauburger, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Kékoportó, Menoire, Merlot, Pinot Noir, Syrah, Turán e Zweigelt. Muitas das variedades desconhecidas dessa lista são nativas da Hungria.

Além de ser uma lenda, o Egri Bikavér – Sangue de Boi – também se tornou um destaque entre os tintos húngaros em 1945.

Em 2004, foi criado o Egri Bikavér Superior, como uma forma de levar ainda mais qualidade ao Sangue de Boi, já que o estilo dos vinhos costumam variar bastante.

Para elaborar o Egri Bikavér Superior, é obrigatório o uso de pelo menos cinco das 13 variedades tradicionais do Sangue de Boi, com um rendimento máximo 60 hl/ha e envelhecimento mínimo de 12 meses em barrica de madeira e mais seis meses em garrafa.

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Uma visita a uma tanoaria é uma experiência muito enriquecedora para quem trabalha com vinhos e ama esse universo. 

A tanoaria é a prática da fabricação e no reparo de barricas de madeira, utilizadas para o envelhecimento de bebidas como vinho e aguardente. Quem se dedica a essa arte ancestral e fascinante são chamados de tanoeiros.

Há alguns anos, tive a oportunidade de passar um dia na Tonnellerie Sylvain, em Saint-Denis-de-Pile, a 50 minutos de Bordeaux, onde vi de perto os processos empregados nas barricas e pude entender como cada um deles fazem diferença na elaboração dos vinhos.

Quando se trata de barrica, tudo influencia no vinho final, o tipo de carvalho, tosta, maturação e tamanho. Influencia em tudo mesmo, até no preço do vinho.

Os barris de carvalho americano e francês são muito utilizados na vinificação, graças às suas características únicas que influenciam no sabor, aroma e textura dos vinhos. Porém, os barris de carvalho francês tendem a ser mais caros, por causa da menor disponibilidade e do processo de fabricação mais complexo.

Assim como as uvas, a origem do carvalho pode influenciar as características dos barris. Diferentes florestas na França e nos Estados Unidos podem produzir madeiras com propriedades distintas.

Os principais carvalhos de tanoaria e suas diferenças

Carvalho Branco Americano (Quercus alba)

O Carvalho Branco Americano é é nativo do leste da América do Norte e um símbolo das florestas temperadas. 

O custo inicial de uma barrica de Carvalho Branco Americano é de 400 dólares e suas árvores só podem ser cortadas depois de completarem 60 anos.

Características

Densidade: é menos denso, em comparação com outras espécies de carvalho, o que pode resultar em uma maior transferência de oxigênio e uma maturação mais rápida.

Taninos: possui taninos mais suaves e em menor quantidade do que o carvalho europeu.

Granulação: os grãos maiores facilitam a extração dos compostos da madeira.

Tostagem: geralmente, são mais frequentemente utilizados em níveis variados de tostagem para acentuar diferentes perfis de sabor.

Influência no vinho

Aromas: liberar mais rapidamente notas mais adocicadas e aromas intensos de baunilha, coco, caramelo e especiarias, além de um toque de coco verde.

Sabores: a maior permeabilidade da madeira permite uma troca mais intensa entre o vinho e a barrica, resultando em vinhos com taninos mais suaves contribuem para uma sensação de boca mais aveludada.

Cor: a madeira de Quercus alba tende a clarear a cor dos vinhos tintos e a intensificar a cor dos vinhos brancos.

Estrutura: confere aos vinhos uma estrutura mais ampla e volumosa.

Complexidade: os vinhos tendem a apresentar maior complexidade aromática, com notas de frutas maduras, especiarias e madeira tostada.

Carvalho Francês (Quercus robur e Quercus petraea)

O carvalho francês, especialmente as espécies Quercus robur e Quercus petraea, é considerado um dos mais nobres e tradicionais para a tanoaria.

O custo inicial de uma barrica é de 850 dólares e as árvores só podem ser cortadas com 150 anos.

Características

Densidade: A maior densidade resulta em uma menor transferência de oxigênio, permitindo uma maturação mais lenta e complexa.

Taninos: os taninos do carvalho francês são mais intensos e complexos, conferindo aos vinhos maior estrutura e taninos mais elegantes.

Granulação: os grãos são mais finos, o que resulta em uma liberação mais lenta e suave dos compostos da madeira.

Tostagem: também é utilizado em diferentes níveis de tostagem, mas geralmente os sabores são mais equilibrados e menos dominantes.

Influência no vinho

Aromas: proporciona notas mais sutis e elegantes de especiarias, chocolate, cedro e frutas secas, com menos intensidade que o carvalho americano.

Sabores: em boca, os vinhos são mais adocicados, frutados e volumosos.

Estrutura e taninos: confere aos vinhos uma estrutura mais firme e taninos mais elegantes, proporcionando um final de boca mais longo e persistente.

Envelhecimento: permite um envelhecimento mais lento e gradual do vinho, permitindo que os aromas se desenvolvam de forma mais harmoniosa.

Carvalho do Leste Europeu

O carvalho do Leste Europeu, proveniente da Hungria, Romênia, Rússia, Polônia e Croácia, tem se destacado cada vez mais na tanoaria.

O custo-benefício é um dos principais pontos que têm dado destaque a esse tipo de carvalho, já que é mais acessível em comparação ao carvalho francês e americano. Além da diversidade aromática, por ser cultivado em diferentes regiões.

Características

Densidade: apresenta uma densidade intermediária entre o carvalho francês e o americano, o que confere à madeira uma boa resistência e permeabilidade.

Granulação: varia bastante entre as diferentes regiões, mas em geral é mais aberta do que a do carvalho francês, permitindo uma maior oxigenação do vinho.

Taninos: são menos intensos e mais suaves do que os do carvalho francês, mas podem apresentar características únicas dependendo da região de origem.

Influência no vinho

Complexidade aromática: com notas de especiarias, coco, baunilha e defumadas.

Estrutura e taninos: contribuem para a estrutura do vinho, mas de forma mais suave em comparação com o carvalho francês.

Envelhecimento: permite um envelhecimento mais rápido do vinho em comparação ao carvalho francês, mas com resultados mais suaves e menos marcados.

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