Blog Enclos https://blog.enclosvinhos.com.br/ Meu site Fri, 22 May 2026 16:41:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://blog.enclosvinhos.com.br/wp-content/uploads/2025/03/cropped-enclos_favicon2-32x32.png Blog Enclos https://blog.enclosvinhos.com.br/ 32 32 A Lei Seca dos Estados Unidos e a venda ilegal de vinhos https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/05/22/a-lei-seca-dos-estados-unidos-e-a-venda-ilegal-de-vinhos/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/05/22/a-lei-seca-dos-estados-unidos-e-a-venda-ilegal-de-vinhos/#respond Fri, 22 May 2026 16:41:25 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=650 A única semelhança entre a Lei Seca dos Estados Unidos e a do Brasil é o … A Lei Seca dos Estados Unidos e a venda ilegal de vinhosVer mais

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A única semelhança entre a Lei Seca dos Estados Unidos e a do Brasil é o nome.

Em janeiro de 1919, começou a chamada “Prohibition Era” (a era da proibição), após a validação da 18ª emenda da Constituição que proibia a manufatura, venda e transporte de “bebidas intoxicantes”. A emenda que levou ao surgimento da Lei Seca em 1920.

A lei surgiu pela pressão de conservadores que começaram a ver as bebidas alcoólicas como um problema, principalmente nas fábricas, já que os proprietários temiam que o consumo de álcool levasse a acidentes e queda de produtividade.

A Lei Seca dos Estados Unidos nunca proibiu o consumo, mas sim produção, distribuição e venda. Porém, a aplicação e fiscalização dessas proibições não foram eficazes, e os problemas surgiram.

Os bares clandestinos, conhecidos como speakeasies, se tornaram muito comuns. Assim como a produção de bebidas falsificadas e venda ilegais, que eram possibilitadas pela corrupção de policiais e políticos subornados.

Houve um aumento significativo nos índices de embriaguez e criminalidade, com gangues e mafiosos controlando o tráfico, a produção e o comércio ilegal de bebidas alcoólicas. O gangster mais famoso do mundo, o Al Capone, fez sua história no mercado ilegal da Lei Seca.

Além dos crimes, também houve um problema de saúde no país. Já que o consumo de bebidas falsificadas, mais fortes e de baixa qualidade, levou a milhares de mortes e a problemas como cegueira ou paralisia.

Os fatores negativos e os argumentos de que a legalização das bebidas geraria mais empregos, convenceram o Congresso a revogar a Lei Seca, em 1933, 13 anos após sua sanção.

Como nos Estados Unidos cada Estado, cidade e condado tem suas próprias leis, ainda há locais em que o comércio é proibido

E o vinho?

Apesar da lei, algumas mentes criativas deram um jeito de manter a taça de vinho cheia.

Antes da imposição da Lei Seca, donos de vinhedos já ganhavam dinheiro com a produção de pedaços de suco de uva desidratado que eram dissolvidos em água.

Com a proibição do uso de uvas para a produção de vinhos, esses “tijolos” de uva desidratada se tornaram populares por serem facilmente dissolvidos em água para fazer vinho ilegalmente

Esse “tijolo” foi um excelente produto na mão dos contrabandistas, já que não era possível provar que um vinho havia sido produzido a partir do “tijolo”.

A produção e a demanda pelos “tijolos” de uvas chegaram ao fim junto com a Lei Seca. Um desses “tijolos”, o Vino Sano, está em exibição em sua caixa original no Museu de História e Arte de Ontário.

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Bosco, a uva branca da Itália que quase passa despercebida https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/05/22/bosco-a-uva-branca-da-italia-que-quase-passa-despercebida/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/05/22/bosco-a-uva-branca-da-italia-que-quase-passa-despercebida/#respond Fri, 22 May 2026 15:29:47 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=647 A Bosco é uma uva branca da Itália que ainda é pouco conhecida no mundo do … Bosco, a uva branca da Itália que quase passa despercebidaVer mais

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A Bosco é uma uva branca da Itália que ainda é pouco conhecida no mundo do vinho. 

Essa é uma variedade com origem muito antiga e igualmente incerta, mas com algumas teorias. O nome Bosco significa floresta, por isso a hipótese mais provável é que a uva seja originária de Cinque Terre, uma região caracterizada por suas colinas muito arborizadas.

Uma segunda teoria é de que a Bosco teve seu nome dado em referência a floresta localizada no parque da Villa Marchesi Durazzo, em Gênova. 

Apesar de suas origens serem muito antigas, a Bosco foi oficialmente inscrita no catálogo nacional de castas apenas em 1970. Hoje, a área cultivada é de aproximadamente 92 hectares em toda a Itália.

Atualmente, a Bosco é uma das castas mais importantes da região Ligúria, em Gênova. Sendo a principal e mais representativa uva branca da Denominação de Origem Controlada de Cinque Terre. 

A variedade é vigorosa com colheita tardia que se desenvolve muito bem em terrenos montanhosos secos. Mas sua produção pode ser inconsistente, por causa dos cachos esparsos

A uva branca também é conhecida por alguns sinônimos: Bosco Bianco, Bosco Bianco del Genovesato e Madea.

A Bosco e seus vinhos

A Bosco encontra muito espaço nos vinhos das Denominações de Origem Controlada de Cinque Terre e Sciacchetrà DOC, onde deve ser usada com um mínimo de 40% na produção.

Talvez, o motivo de a Bosco ser uma uva branca quase desconhecida é a variedade ser raramente usada em varietais.

Devido à sua baixa acidez, fragrância simples e oxidar facilmente, a Bosco é mais encontrada em blends com as uvas Alberola e Vermentino, contribuindo para a produção de vinhos de alta qualidade. 

Normalmente, os vinhos de Bosco são mais secos e de cor dourada pálida que se desvanece para amarelo pálido nos vinhos mais jovens. No nariz os aromas cheiram a erva e flores de camomila, com notas de água do mar. O sabor é fresco e muito macio. 

Quando em varietal, a uva pode fornecer um vinho que chega a um mínimo de 17% de teor alcoólico. A Bosco cria ótimos vinhos de sobremesa com cores douradas, e perfumes herbáceos e de compotas frutadas com bananas e maçãs. 

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O que é um vinho Free Run? https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/05/22/o-que-e-um-vinho-free-run/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/05/22/o-que-e-um-vinho-free-run/#respond Fri, 22 May 2026 15:17:37 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=644 Ao ler os rótulos dos vinhos, às vezes você poderá se deparar com os termos: vinho … O que é um vinho Free Run?Ver mais

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Ao ler os rótulos dos vinhos, às vezes você poderá se deparar com os termos: vinho “Free Run” ou vinho de prensa livre. O que isso significa?

Após a fermentação, a próxima etapa da vinificação pode ser feita de três formas: Free Run (prensa livre), Press (prensa simples) e Hard Press (prensa dura). 

O Free Run, de forma simples, é o vinho que sai livremente do tanque por gravidade quando você abre a válvula inferior. É quando pouca ou nenhuma pressão é aplicada nas uvas após a fermentação. 

Já a Press (prensa simples) vem do aumento da pressão e a Hard Press (prensa dura) vem da alta pressão. Press e Hard Press se diferenciam pela força aplicada e nas medidas analíticas

À medida que o vinho é pressionado, cada vez mais diferentes compostos são extraídos. Como os taninos e os compostos fenólicos que afetam a cor, o toque e o sabor do vinho. 

Por isso, normalmente, assim que a parte em que o vinho fica tânico é atingida, a prensa é cessada.

O sabor do vinho Free Run

O suco do vinho Free Run é mais macio, contém muito menos taninos e é menos amargo. Os aromas e a textura nunca são mais elegantes e equilibrados. É a expressão mais pura do vinho.

Porém, a vinificação geralmente envolve volume e quanto mais o suco é prensado, mais vinho pode ser produzido. Além disso, os vinhos Press e Hard Press também podem apresentar alta qualidade.

Press e Hard Press

A região de cultivo, a safra e o estilo são fatores considerados na hora de fazer ou não a prensa, e o quão forte será a prensagem. 

Afinal, há muitas qualidades nas cascas das uvas e para extraí-las é preciso um processo de prensagem mais forte. É a partir dos taninos e compostos fenólicos que o vinho ganha corpo e estrutura.

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Vale de Casablanca e os vinhos de clima frio no Chile https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/05/18/vale-de-casablanca-e-os-vinhos-de-clima-frio-no-chile/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/05/18/vale-de-casablanca-e-os-vinhos-de-clima-frio-no-chile/#respond Mon, 18 May 2026 17:34:43 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=640 Há cerca de 80 quilômetros da capital Santiago, em uma paisagem ondulada coberta de vinhedos, está … Vale de Casablanca e os vinhos de clima frio no ChileVer mais

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Há cerca de 80 quilômetros da capital Santiago, em uma paisagem ondulada coberta de vinhedos, está o Vale de Casablanca, um destino imperdível para os amantes de bons vinhos.

O Vale de Casablanca é o berço pioneiro dos vinhos de clima frio no Chile, e ficou mundialmente famoso por seus brancos vibrantes de alta acidez e qualidade, além de tintos leves e frescos. 

E o que dá aos seus vinhos características tão apreciadas é o seu terroir fortemente moldado por fatores geográficos e climáticos únicos.

O terroir

O vale abre-se diretamente em direção ao Oceano Pacífico, a uma distância de mais ou menos 20 quilômetros do mar. Essa posição geográfica estratégica diferencia a região das áreas vitivinícolas mais quentes do interior chileno.

O clima da região é moderadamente fresco e amplamente dominado pela Corrente de Humboldt. Esse fenômeno cria densas neblinas que protegem os vinhedos do sol forte do início do dia. Quando a névoa se dissipa, perto do meio-dia, as uvas recebem luz solar intensa.

À noite, as temperaturas despencam novamente. Essa amplitude térmica, que frequentemente chega aos 20°C de diferença entre o dia e a noite, permite que os frutos amadureçam de forma muito lenta, preservando a acidez natural e desenvolvendo aromas profundos.

O solo do Vale de Casablanca apresenta uma composição antiga e diversa, formada principalmente por granito decomposto vindo da erosão da Cordilheira da Costa. Nas áreas mais baixas, o terreno mescla argila, que ajuda a reter a umidade necessária durante os meses secos, e faixas arenosas de excelente drenagem.

As uvas emblemáticas do vale

O perfil desse terroir cria as condições ideais para a produção de uvas de alta qualidade e que se destacam no terroir.

Sauvignon Blanc: O grande destaque da região. Seus vinhos são extremamente frescos, cítricos, com notas de aspargos, ervas e um marcante toque mineral.

Chardonnay: Vinhos estruturados, com notas de maçã verde e pera, apresentando uma acidez intensa e vibrante – tanto nas versões que passam por inox quanto nas amadurecidas em carvalho ou ovos de concreto.

Pinot Noir: Entre as uvas tintas, é a que melhor se adapta à região. Resulta em vinhos de corpo leve a médio, com taninos sedosos e aromas ricos de frutas vermelhas frescas combinados com notas terrosas.

Syrah: Produz uma versão radicalmente diferente do Vale Central, com perfil mais focado em especiarias, pimenta-preta, frescor e grande elegância.

Onde brilha a Cruz Andina

Lá no alto dos Andes, nas terras mais austrais do mundo, as estrelas que formam o Cruzeiro do Sul guiaram os primeiros habitantes dos vales vitivinícolas a começarem a cultivar vinhas.

É sob essas mesmas estrelas que os vinhedos da Cruz Andina cultivam variedades do Velho Mundo, fiéis ao seu caráter, com a marca dos solos do Novo Mundo onde nascem.

A Cruz Andina apresenta vinhos autênticos e elegantes que expressam fielmente a tipicidade e o terroir das terras remotas do Chile.

Essa é uma marca da Alto de Casablanca propriedade da Veramonte , a primeira vinícola a cultivar vinhas no Vale de Casablanca, e faz parte do renomado grupo Gonzalez Byass.

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Finca Decero, nascida para criar grandes vinhos – do zero https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/05/14/finca-decero-nascida-para-criar-grandes-vinhos-do-zero/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/05/14/finca-decero-nascida-para-criar-grandes-vinhos-do-zero/#respond Thu, 14 May 2026 19:18:46 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=631 A Finca Decero é o resultado da visão extraordinária de seus fundadores. A história da Finca … Finca Decero, nascida para criar grandes vinhos – do zeroVer mais

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A Finca Decero é o resultado da visão extraordinária de seus fundadores.

A história da Finca Decero começou a ser escrita por Sr. Thomas Schmidheiny, um empresário suíço que viu o potencial inigualável de Agrelo, Mendoza, para criar uma vinícola única e sofisticada.

Em 2000, foi tomada a decisão de iniciar esse projeto do zero – o que inspirou o nome da vinícola: Decero, que significa do zero em espanhol.

Construída entre 2005 e 2006, a vinícola foi projetada com respeito à natureza e ao meio ambiente, se integrando perfeitamente à paisagem. Hoje, ela é reconhecida pela Forbes e pelos especialistas da Virgin Wines como uma das 50 melhores vinícolas do mundo.

A importância do terroir

Para dar vida ao projeto, o primeiro e mais importante passo foi selecionar cuidadosamente as terras que abrigariam tanto a vinícola quanto o vinhedo.

A área escolhida foi em Alto Agrelo, uma Indicação Geográfica dentro da região Luján de Cuyo DOC, reconhecida por seus terroirs excepcionais para a produção de vinhos de alta qualidade.

A uma altitude de 1.050 metros a 3.500 metros acima do nível do mar em Luján de Cuyo, o local foi selecionada pela pureza de seus aquíferos subterrâneos, alimentados pela água do degelo dos Andes, e pela rica complexidade de seus solos verdadeiramente incomparáveis.

O vinhedo recebe o nome Remolinos, em homenagem aos delicados redemoinhos que frequentemente preenchem as tardes na Finca Decero. 

O terroir argentino e a perfeição suíça

É a união desses dois fatores – a paixão por um terroir argentino único e a busca pela perfeição suíça – que cria a filosofia da Finca Decero e guia o projeto desde o início.

Os primeiros anos foram dedicados a uma análise completa do ambiente, solos e clima, o que permitiu a seleção cuidadosa das uvas e clones ideais para cada parcela dentro do vinhedo Remolinos.

A compreensão do terroir e do seu potencial de qualidade envolveu uma exploração detalhada que durou três anos. Durante esse período, os primeiros vinhos foram produzidos para que análises sensoriais fossem realizadas e para garantir a qualidade dos produtos antes do seu lançamento nos mercados internacionais.

É esse foco meticuloso na qualidade e nos detalhes em cada processo, do cuidado com cada videira ao uso de tecnologia de precisão, que garante que cada garrafa seja o resultado do compromisso com a excelência.

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Harmonizando vinho e culinária alemã, vá além da salsicha com cerveja https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/04/15/harmonizando-vinho-e-culinaria-alema-va-alem-da-salsicha-com-cerveja/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/04/15/harmonizando-vinho-e-culinaria-alema-va-alem-da-salsicha-com-cerveja/#respond Wed, 15 Apr 2026 14:33:38 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=626 Apesar da Alemanha ser mundialmente famosa por suas cervejas e pela diversidade de salsichas, é possível … Harmonizando vinho e culinária alemã, vá além da salsicha com cervejaVer mais

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Apesar da Alemanha ser mundialmente famosa por suas cervejas e pela diversidade de salsichas, é possível fugir do comum e fazer boas harmonizações entre vinho e culinária alemã.

A gastronomia alemã é uma cozinha de personalidade, com pratos perfumados, agridoces, gordurosos e com toques ácidos. Cada uma dessas características vem de cada um dos principais ingredientes encontrados nessa culinária: carne de porco, repolho, batata e maçã. 

A carne suína, muito encontrada nos pratos alemães, entrega a gordura e a untuosidade. Já o chucrute, que é o repolho fermentado tão conhecido, leva acidez. O perfume vem dos temperos e especiarias. Como muitos dos preparos acompanham purê de maçã, o agridoce se faz presente.

Uma mistura de sabores e texturas diferentes que pode dificultar a harmonização, mas vinho e culinária alemã combinam muito bem!

Carne de marreco e knödel 

O knödel é um bolinho cozido feito com farinha, ovos, ervas e especiarias. Mas também existem variações: o Kartoffelknödel, que é feito de batata e o Semmelknödel, feito de pão.

Esse típico bolinho alemão, geralmente acompanha carne de marreco confitado e chucrute.

Para esse prato, o companheiro ideal é um tinto de Pinot Noir fresco e frutado, com estrutura agradável capaz de acompanhar pratos mais complexos.

Eisbein e chucrute

Talvez esse seja o prato mais conhecido da Alemanha, eisbein (joelho de porco) e chucrute.

O tradicional eisbein é um prato mais gorduroso, já esperado por causa da carne suína. Por isso, os vinhos brancos alemães da uva Riesling são as melhores companhias. A acidez da uva e o álcool ajudam a limpar o paladar e eliminar um pouco da gordura do porco.

Um Chardonnay macio e com passagem por barrica também é uma boa opção e acompanha muito bem o chucrute.

Kassler

O Kassler é um lombo suíno levemente defumado, normalmente acompanhado por batatas cozidas, chucrute e linguiça de porco. Um prato que faz parte dos almoços de família na Alemanha.

Por ser uma refeição mais pesada e gordurosa, aqui a Riesling também é uma excelente pedida para a harmonização. Um vinho com acidez que dá mais equilíbrio ao prato e ajuda a amenizar gordura em boca.

Gaisburger Marsch

O Gaisburger Marsch é uma receita típica da região da Suábia, no sudoeste alemão.

Esse guisado de carne bovina, que é cozida em um caldo bem temperado, é servido com um macarrão chamado spätzle ou batatas cozidas, ou os dois. Para finalizar, o prato leva cebolas caramelizadas na manteiga.

Para harmonizar a carga proteica desse guisado, o Cabernet Sauvignon é o vinho tinto que tem estrutura suficiente para fazer companhia.

Gulasch com spätzle

O gulasch é uma receita austríaca que se popularizou na Alemanha e agora faz parte da culinária alemã.

Simples no preparo, mas rico em sabor, é um ensopado de carne – seja bovina, suína ou peito de frango. Mas o destaque do prato é o sabor marcante da páprica doceO prato, normalmente é acompanhado por spätzle, mas também pode ser servido com knödel, arroz ou macarrão normal.

Para harmonizar com o tradicional gulasch, os vinhos macios da Merlot são a melhor opção.

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Vinho e altitude: como a altitude pode influenciar no vinho? https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/04/14/vinho-e-altitude-como-a-altitude-pode-influenciar-no-vinho/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/04/14/vinho-e-altitude-como-a-altitude-pode-influenciar-no-vinho/#respond Tue, 14 Apr 2026 15:28:16 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=623 Qualquer apreciador de vinhos, iniciante ou profissional, sabe que o terroir é um elemento primordial para … Vinho e altitude: como a altitude pode influenciar no vinho?Ver mais

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Qualquer apreciador de vinhos, iniciante ou profissional, sabe que o terroir é um elemento primordial para a qualidade da uva e consequentemente da bebida. Entre esse conjunto de aspectos naturais, como clima, características do solo e do terreno, está a altitude como um forte fator de influência sobre o vinho. 

Quando um terroir é considerado de altitude?

Um terroir de altitude é aquele localizado em uma região que se encontra em um alto nível acima do mar e a partir de mil metros de altitude. Normalmente, são regiões montanhosas, como a Cordilheira dos Andes, e de clima frio.

Diversas regiões do mundo possuem características de terroir para produzir vinhos de altitude, como a Itália. Mas a maioria delas está aqui na América do Sul, com produtores no Chile, Argentina que tem videiras plantadas a 3 mil metros acima do nível do mar, e o Brasil.

Nesse cenário, no Brasil, Santa Catarina se destaca, tendo até mesmo sua própria Rota dos Vinhos de Altitude de Santa Catarina.

Como a altitude influencia o vinho?

Terrenos mais altos têm condições bastante particulares de temperatura, luz e ar. E essas condições afetam as vinheiras e a maturação das uvas.

Temperatura

Em regiões mais altas, há grande amplitude térmica – que é a diferença de temperatura máxima e mínima registradas entre um período. Normalmente, nessas áreas o dia é quente, o que leva à maturação correta da uva, enquanto a noite tem temperaturas muito mais frias, permitindo que a vinha descanse e retenha maior acidez e frescor. 

As condições dessa amplitude térmica são excelentes para o cultivo de videiras, fazendo com que as uvas amadureçam lentamente e mantenham uma boa acidez, que dará vida e frescor ao vinho. Além de favorecer o acúmulo de características frutadas.

Luz solar

A incidência de luz é outro fator que influencia no vinho, já que afeta diretamente a quantidade de açúcar que se concentra nas uvas. Apesar da maior radiação solar, a retenção do calor é bem menor.

Isso faz com que as uvas apresentem um aumento da espessura das cascas, o que gera maior quantidade de taninos e antocianos. Ou seja, os vinhos terão uma coloração mais intensa, por causa dos antocianos. E os taninos, mesmo em maior nível, são mais maduros, redondos e suaves.

Ar 

O ar rarefeito, menor porcentagem de dióxido de carbono e oxigênio das maiores altitudes também causam o aumento dos níveis taninos e antocianos

De forma geral, todas essas características dos terroirs altos dão origem a vinhos mais frescos e de maior acidez. E como as variedades brancas se adaptam melhor a essas condições, há uma predominância de vinhos de altitude brancos com acidez elevada e o teor alcoólico mais harmonioso.

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O que é a viticultura biodinâmica? https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/04/14/o-que-e-a-viticultura-biodinamica/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/04/14/o-que-e-a-viticultura-biodinamica/#respond Tue, 14 Apr 2026 15:09:08 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=620 A procura por produtos naturais, cruelty-free e amigos do ambiente é uma tendência mundial que veio … O que é a viticultura biodinâmica?Ver mais

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A procura por produtos naturais, cruelty-free e amigos do ambiente é uma tendência mundial que veio e ficou. No mundo dos vinhos não é diferente. E seguindo a onda dos vinhos orgânicos e veganos, a viticultura biodinâmica está com destaque.

Mas, afinal, o que é essa nova forma de produzir vinhos? E o que é biodinâmico?

A agricultura biodinâmica

Os fundamentos da agricultura biodinâmica surgiram em 1924, criados por Rudolf Steiner.

O principal objetivo da agricultura biodinâmica é transformar o sistema agrícola em um organismo harmonioso, considerando aspectos ecológicos, sociais, técnicos, econômicos, fenomenológicos e cósmicos.

A biodinâmica traz uma visão abrangente que propõe o equilíbrio de todos os seres que convivem dentro de uma propriedade agrícola.

O conceito orgânico é intrínseco ao biodinâmico. Ou seja, a agricultura biodinâmica não utiliza adubos químicos, agrotóxicos, herbicidas, sementes transgênicas, antibióticos ou hormônios.

Mas algo deve substituir esses compostos. A biodinâmica usa preparados homeopáticos naturais à base de esterco, resíduos vegetais, farinha de ossos, plantas, entre outros. 

Além de incentivar o uso de técnicas de preservação do solo e condenar ações que reduzem a matéria orgânica da terra, como desmatamento, queimadas, excessiva mecanização no campo, práticas irregulares de irrigação, e outras práticas.

A astrologia e os cosmos

Talvez essa seja a característica mais curiosa da agricultura biodinâmica: a relação do cultivo com a astrologia e as fases da Lua.

Na agricultura biodinâmica, as plantas são influenciadas pelos movimentos da Lua, do Sol e das constelações. Por isso, considera-se o Calendário Astronômico Agrícola para orientar os melhores momentos para o plantio, colheita, podas, e outros tratos da terra. 

As fases da Lua

Lua ascendente: simula as estações da primavera e verão. É considerado o período ideal para colheita, enxertia e aplicação dos tratamentos. 

Lua descendente: que simula as estações outono e inverno. É a época ideal para plantio, poda, desfolha e outras práticas de manejo.

Viticultura biodinâmica

Na prática da viticultura biodinâmica, há uma atenção aos benefícios da redução do uso de agroquímicos e seus efeitos na vinificação. Já que os compostos desses químicos afetam cor, aromas e sabores dos vinhos. 

O uso de inseticidas, herbicidas e adubos químicos destrói a maior parte das leveduras presentes nas vinhas. Por isso, a adição de leveduras selecionadas, clonadas ou geneticamente modificadas tornou-se uma prática comum. Porém, na viticultura biodinâmica, as leveduras indígenas dos vinhedos são preservadas, acentuando a expressão do terroir nos vinhos produzidos. 

Apesar de a agricultura biodinâmica ser contra o uso de químicos, existem concessões. Como o uso de quantidades mínimas de cobre e enxofre para evitar certas pragas. Essa exceção se deve pelo fato de não existir rotação de cultura na viticultura. As vinhas permanecem no mesmo solo por muitos anos, o que impede a revitalização dos solos e faz com que a videira enfraqueça, ficando sujeita às pragas. 

A viticultura biodinâmica, em comparação às práticas convencionais de agricultura, requer mais trabalho manual e maior envolvimento direto com o cuidado das videiras.

Vinhos biodinâmicos 

A prática biodinâmica na viticultura não prejudica em nada a análise sensorial, mas, com certeza, intensifica os aromas e sabores.

Isso porque a uva desse tipo de cultivo tem um processo de acúmulo de açúcares diferente do cultivo tradicional, o que ajuda a acentuar o terroir no vinho.

Além da maior expressividade de aroma e sabor, o vinho biodinâmico é considerado mais saudável.

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A origem e os vinhos da uva Riesling Itálico https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/04/14/a-origem-e-os-vinhos-da-uva-riesling-italico/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/04/14/a-origem-e-os-vinhos-da-uva-riesling-italico/#respond Tue, 14 Apr 2026 14:51:09 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=617 A Riesling e seus vinhos são amplamente conhecidos e apreciados no mundo do vinho. Essa uva … A origem e os vinhos da uva Riesling ItálicoVer mais

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A Riesling e seus vinhos são amplamente conhecidos e apreciados no mundo do vinho. Essa uva branca tem duas variações principais e uma delas é a Riesling Itálico.

Apesar de seu nome, a uva Riesling Itálico não é uma casta italiana. De acordo com o livro “Wine Grapes”, de Jancis Robinson, a origem mais provável dessa uva é a Croácia, uma das variedades mais plantadas no país, e a bacia do rio Danúbio. 

Apesar de ser considerada uma casta de menor grau de complexidade, a Riesling Itálico é uma das variedades mais nobres para a produção de espumantes, ao lado da Chardonnay

A uva também pode ser encontrada pelos nomes: Aminea Gemella, Rismi, Risli, Riesli e Walschriesling.

O cultivo da uva

Além de ser muito cultivada em seu possível país de origem, a Riesling Itálico é encontrada em vinhedos pelo mundo todo. Incluindo o Brasil!

A uva é uma das variedades mais produzidas de Pinto Bandeira, na Serra Gaúcha. Sendo tão característica na região que entrou na Denominação de Origem Altos de Pinto Bandeira, onde é utilizada para a elaboração de vinhos tranquilos e espumantes finos.

Essa é uma casta versátil, de fácil cultivo, embora tenha preferência por climas secos e solos quentes.

Por ter bom rendimento e manter sua acidez mesmo em climas mais quentes, ela se tornou confiável para os produtores.

Os vinhos Riesling Itálico

A Riesling Itálico dá vida a vinhos levemente perfumados, com um sabor seco, não muito encorpado, bastante alcoólico, agradavelmente amargo e frutado, com um frescor perfumado quando jovem. 

É uma variedade que fornece um bom nível de mineralidade e acidez aos seus elegantes vinhos. 

Mesmo sendo versátil para a produção de vinhos tranquilos, espumantes e frisantes, também se sai muito bem nas vinificações em longa maceração com as cascas, que geram os vinhos laranja. 

Se você gosta de conteúdos sobre vinho, é porque também adora degustá-los. Na nossa loja, você encontra rótulos únicos dos melhores terroirs do mundo, selecionados pelo Wine Hunter Vicente Jorge. Clique aqui e deguste!

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Lugar de mulher é no mundo do vinho https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/03/05/lugar-de-mulher-e-no-mundo-do-vinho/ https://blog.enclosvinhos.com.br/2026/03/05/lugar-de-mulher-e-no-mundo-do-vinho/#respond Thu, 05 Mar 2026 14:50:25 +0000 https://blog.enclosvinhos.com.br/?p=607 As mulheres dominam o mundo, e com o vinho não poderia ser diferente. Afinal, o mundo … Lugar de mulher é no mundo do vinhoVer mais

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As mulheres dominam o mundo, e com o vinho não poderia ser diferente. Afinal, o mundo do vinho é para mulher sim!

Desde que o vinho é vinho, as mulheres estão envolvidas com a bebida. As primeiras mulheres sommelières apareceram há 3 mil anos, na Babilônia, durante o período da Antiguidade.

No Antigo Egito, várias gravuras atestam o lugar importante das mulheres no trabalho da videira. Além de apreciarem a bebida, seu papel era escolher e servi-la.

Infelizmente, em outras sociedades, como as romanas e gregas, o mesmo não acontecia. O que atrasou por muito tempo a entrada das mulheres na indústria vitivinícola. Mas assim que chegaram, mostraram que vieram para ficar.

Cada vez mais mulheres estão assumindo papéis de liderança, como enólogas, sommelières e donas de vinícolas de destaque.

A taxa de sucesso das mulheres nos exames de qualificação Masters of Wine está em constante crescimento e já são 138 mulheres com o título.

“As mulheres têm grandes habilidades de degustação, realizando com mais precisão e consistência às suas análises”, aponta Jancis Robinson.

(Apenas alguns) grandes nomes de mulheres do mundo do vinho

A contribuição das mulheres foi essencial para o aumento da valorização, qualidade e até a perpetuação de alguns vinhos.

Dorina, Júlia e Luísa Lindemann

Nascida numa família apaixonada pelo vinho português, Dorina fundou a Quinta da Plansel que significa Plantas Selecionadas —, onde ela honra as castas alentejanas. Hoje, ela conta com a ajuda das suas duas filhas, Júlia e Luísa, para dar continuidade ao legado da família e ao amor pelo terroir do Alentejo.

Jancis Robinson 

Além de ser a primeira mulher a se tornar Masters of Wine, é uma talentosa escritora sobre o mundo do vinho, como crítica internacional e consultora oficial da adega do Palácio de Buckingham, em Londres.

Ferreirinha

Antônia Adelaide Ferreira, mais conhecida como Ferreirinha, se tornou uma das primeiras grandes empresárias do vinho em Portugal. Apesar de sua história ser quase desconhecida e receber pouca atenção, Ferreirinha foi uma figura memorável no Alto Douro vinhateiro.

Donatella Cinelli 

Na região da Toscana, Donatella Cinelli fundou o Movimento do Turismo del Vino, que colocou a Itália como um dos principais destinos enoturísticos do mundo. Ela também é a fundadora da vinícola Casato Prime Donne, em Montalcino, onde só trabalham mulheres, que produzem grandes Brunellos.

Susana Balbo 

Susana Balbo foi a primeira mulher a se formar em enologia na Argentina, em 1981. Seu talento inegável a levou a fundar a Susana Balbo Wines, uma vinícola de renome mundial que tornou a Torrontés em um ícone argentino. 

Baronesa Philippine de Rothschild

A Baronesa foi uma das mulheres mais importantes na história do vinho contemporâneo. Em 1988, ela assumiu o negócio da família e decidiu expandir a empresa para o Chile, uma decisão extremamente bem-sucedida que proporcionou ao mundo o Almaviva.

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